Crédito: Procon CG A Vigilância Sanitária de Dourados identificou a venda irregular de uma fórmula infantil da marca Nestlé que está proibida por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A constatação ocorreu após a internação de um bebê de dois meses, com suspeita de intoxicação alimentar relacionada ao consumo do produto.
A proibição da comercialização de alguns lotes das fórmulas entrou em vigor no dia 7 de janeiro, como medida preventiva adotada pela Anvisa. Após o registro do caso envolvendo a criança, a Vigilância Sanitária municipal intensificou as ações de fiscalização em supermercados e farmácias da cidade.
Durante uma das inspeções, um dos lotes interditados foi encontrado exposto à venda em um estabelecimento comercial. De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária de Dourados, Diego Mesquita, a fiscalização foi reforçada justamente em razão do episódio envolvendo o bebê.
Segundo ele, o responsável pelo local afirmou não ter conhecimento da proibição. Após a identificação da irregularidade, todos os produtos pertencentes ao lote interditado foram imediatamente retirados das prateleiras.
Estado de saúde da criança
O bebê foi hospitalizado no último sábado (10), após ingerir uma das fórmulas incluídas na resolução da Anvisa. Conforme informações da Vigilância em Saúde de Dourados, a criança segue internada, porém apresenta quadro clínico estável.
O diretor da Vigilância em Saúde, Devanildo de Souza, informou que o caso segue sendo acompanhado pelas autoridades sanitárias e de saúde do município.
Orientação à população
Em nota oficial, a Prefeitura de Dourados informou que acompanha a situação e reforça o alerta aos pais e responsáveis para que verifiquem atentamente o número do lote indicado no rótulo das fórmulas infantis.
A orientação é que, diante de qualquer dúvida, o produto não seja utilizado. Caso a criança apresente sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediato e, se possível, levar a embalagem do alimento consumido para auxiliar na avaliação clínica.
A administração municipal destacou ainda que segue integralmente a resolução da Anvisa que determina a suspensão da venda e do uso de determinados lotes das fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.
Casos confirmados no Distrito Federal
Além do caso investigado em Dourados, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta terça-feira (13), dois casos de intoxicação em bebês após o consumo de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. As crianças, com aproximadamente um ano de idade, apresentaram sintomas como vômitos persistentes e diarreia.
Segundo a Secretaria, as famílias interromperam imediatamente o uso dos produtos ao identificarem que as latas pertenciam a lotes sob alerta sanitário. Após a suspensão do consumo, os bebês apresentaram melhora no quadro clínico, sem registro de agravamento até o momento.
Entenda o alerta da Anvisa
No dia 7 de janeiro, a Anvisa publicou resolução que determina a interdição de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé, em razão do risco de contaminação pela toxina cereulida, produzida pela bactéria Bacillus cereus. A substância pode causar sintomas como vômitos, diarreia e sonolência excessiva.
A agência reguladora informou que a medida tem caráter preventivo. A Nestlé orienta que os consumidores suspendam imediatamente o uso dos produtos afetados e realizem a devolução das embalagens incluídas no recall voluntário, com reembolso integral.
Para atendimento, a empresa disponibiliza o e-mail falecom@nestle.com.br e o telefone 0800 761 2500, com funcionamento 24 horas por dia.
Ainda conforme a Nestlé, a presença da toxina foi identificada durante análises de rotina em um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos terceirizados, relacionado a uma unidade localizada na Holanda.
O que fazer se a criança já consumiu o produto
Caso o bebê ou a criança tenha ingerido fórmulas pertencentes aos lotes proibidos, a recomendação é interromper imediatamente o uso, mesmo que não haja sintomas aparentes. Até seis horas após a ingestão, podem surgir sinais como vômitos persistentes, diarreia ou letargia.
Em situações em que a criança apresente qualquer um desses sintomas, a Vigilância Sanitária orienta que os responsáveis procurem atendimento médico imediato, informando o produto consumido e levando a embalagem, sempre que possível.



