O avanço da ciência e das políticas públicas transformou radicalmente o enfrentamento ao HIV nas últimas décadas. Antes associado a altos índices de mortalidade, o vírus hoje é considerado uma condição crônica controlável, desde que haja diagnóstico precoce e adesão ao tratamento.
Segundo a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, pessoas que vivem com HIV e seguem corretamente a terapia podem alcançar expectativa de vida semelhante à da população em geral, mantendo rotina social e profissional ativa.
Importância do diagnóstico
O HIV compromete o sistema imunológico e, sem tratamento, pode evoluir para a Aids, estágio mais avançado da infecção. Especialistas reforçam que identificar o vírus precocemente permite iniciar rapidamente a terapia antirretroviral, reduzindo danos ao organismo e aumentando a eficácia do controle.
No Brasil, a testagem é gratuita e oferecida na rede pública, inclusive por meio de testes rápidos, com resultado em poucos minutos.
Tratamento e qualidade de vida
A terapia antirretroviral impede a multiplicação do vírus no organismo. Com o uso contínuo e correto da medicação, a carga viral pode se tornar indetectável, preservando o sistema imunológico e reduzindo drasticamente o risco de transmissão — conceito conhecido como “Indetectável = Intransmissível”.
O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, referência internacional no combate ao HIV.
Combate ao preconceito e prevenção
Apesar dos avanços, o estigma ainda representa um desafio. O HIV não é transmitido por contato social, como abraços ou compartilhamento de objetos. A infecção ocorre principalmente por relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas e da mãe para o bebê, quando não há acompanhamento adequado.
Entre as principais estratégias de prevenção estão o uso de preservativos, a testagem regular, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e o acompanhamento médico durante a gestação.
Com informação de qualidade, acesso ao diagnóstico e tratamento adequado, viver com HIV tornou-se uma realidade compatível com saúde, longevidade e qualidade de vida. O foco agora está na ampliação da prevenção e na redução do preconceito.



