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Sábado, 14 de março de 2026

Pacientes aguardam mais de 35 meses por exame de urodinâmica em MS

Inquérito civil apura demora que prejudica diagnósticos e tratamentos urinários.

14 de mar 2026 - 11h:16 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Ilustrativa

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito civil para investigar a longa espera por exames de urodinâmica na rede pública de Campo Grande. Atualmente, o tempo médio de espera ultrapassa 35 meses, com 1.393 pacientes na fila, o que tem prejudicado diagnósticos e atrasado tratamentos.

O exame urodinâmico avalia o funcionamento da bexiga e do trato urinário inferior, sendo essencial para identificar problemas como incontinência urinária, obstruções e alterações neurológicas.

Demanda maior que a oferta

Relatórios encaminhados ao MPMS apontam que, nos últimos seis meses, a quantidade de exames realizados foi insuficiente para atender a demanda reprimida.

Atualmente, quatro unidades de saúde estão habilitadas para realizar o procedimento:

Santa Casa de Campo Grande

Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian

Hospital do Câncer Alfredo Abrão

Hospital São Julião

No entanto, as metas contratuais dessas unidades abrangem diversos exames diagnósticos e não estabelecem quantitativos específicos para urodinâmica. Também foram identificadas divergências entre a produção prevista e a efetivamente realizada, além de falta de clareza nos critérios de regulação e priorização de pacientes.

Pedido de informações

O MPMS solicitou informações à Secretaria Municipal de Saúde sobre:

a fila atualizada de pacientes

o tempo médio de espera

o cumprimento das metas contratuais

as estratégias para ampliar a oferta do exame

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul e os hospitais contratualizados também deverão apresentar dados sobre capacidade de atendimento, produção mensal e possíveis limitações estruturais.

O procedimento tramita em regime restrito, por envolver informações sensíveis de pacientes, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados.

Segundo a Promotoria, atrasos prolongados na realização de exames diagnósticos podem violar o direito constitucional à saúde e gerar prejuízos ao tratamento adequado dos pacientes.

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