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Segunda, 20 de setembro de 2021

Suzane Richthofen é autorizada pela Justiça a cursar faculdade

Suzane Von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, foi autorizada pela Justiça a cursar faculdade de farmácia em uma universidade em Taubaté (SP). Atualmente, ela cumpre pena em regime semiaberto e, após obter nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a defesa fez o pedido para que ela pudesse cursar o ensino superior. A decisão liminar de sexta-feira (10), assinada pelo desembargador relator José Damião Pinheiro Machado Cogan, determina que a autorização vale para início imediato, uma vez que as aulas do segundo semestre já estão ocorrendo. O pedido protocolado em 12 de agosto permite que Suzane curse farmácia no período noturno. Ao G1, a faculdade Anhanguera informou que trata diretamente com seus alunos, caso necessário, eventuais ações a respeito de sua frequência e desempenho escolar, pois trata-se de assunto de cunho particular. A instituição ressalta que a matrícula da aluna foi autorizada pela Justiça e esclarece que oferece a todos tratamento igual, conforme determina a legislação brasileira”. O Ministério Público teve parecer contrário na análise do pedido, alegando que não haveria como garantir a segurança da detenta. Apesar disso, segundo a Justiça, Suzane preenche todos os requisitos para ter os estudos autorizados. Tentativas de estudo Suzane cumpre pena na penitenciária do Tremembé (SP) e está dentre os 263 presidiários do Vale do Paraíba que foram aprovados no Enem, com nota suficiente para concorrer a vagas em universidades. Desde 2015 a detenta cumpre regime semiaberto, tendo direito a saídas temporárias. Com autorização da Justiça, a presa pode deixar a unidade penitenciária para trabalhar e estudar. Essa, porém, não foi a primeira vez que Suzane quase cursou o ensino superior. Em 2020, Suzane conseguiu uma vaga pelo Sisu para cursar Gestão de Turismo no Instituto Federal de Campos do Jordão (SP). Ela chegou a realizar a matrícula, mas não conseguiu autorização para deixar o presídio. Em 2017, ela foi aprovada para cursar administração em uma instituição católica de Taubaté. Para arcar com os custos da mensalidade, ela se inscreveu e conseguiu o financiamento estudantil oferecido pelo Fies. Mas, mesmo assim, não concluiu a matrícula. A primeira autorização de Suzane para cursar uma graduação ocorreu em 2016, quando ela tentou frequentar as aulas de administração de uma universidade particular. Na época, ela temia o assédio fora da prisão, então pediu para fazer o curso online mas, por falta de recursos, o pedido foi negado.

14 de Set 2021 - 17h:17 Créditos: DAIANE SCHUINDT
Crédito: Assessoria

Suzane Von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, foi autorizada pela Justiça a cursar faculdade de farmácia em uma universidade em Taubaté (SP). Atualmente, ela cumpre pena em regime semiaberto e, após obter nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a defesa fez o pedido para que ela pudesse cursar o ensino superior.

A decisão liminar de sexta-feira (10), assinada pelo desembargador relator José Damião Pinheiro Machado Cogan, determina que a autorização vale para início imediato, uma vez que as aulas do segundo semestre já estão ocorrendo. O pedido protocolado em 12 de agosto permite que Suzane curse farmácia no período noturno.

Ao G1, a faculdade Anhanguera informou que "trata diretamente com seus alunos, caso necessário, eventuais ações a respeito de sua frequência e desempenho escolar, pois trata-se de assunto de cunho particular. A instituição ressalta que a matrícula da aluna foi autorizada pela Justiça e esclarece que oferece a todos tratamento igual, conforme determina a legislação brasileira”.

O Ministério Público teve parecer contrário na análise do pedido, alegando que não haveria como garantir a segurança da detenta. Apesar disso, segundo a Justiça, Suzane preenche todos os requisitos para ter os estudos autorizados.


Suzane cumpre pena na penitenciária do Tremembé (SP) e está dentre os 263 presidiários do Vale do Paraíba que foram aprovados no Enem, com nota suficiente para concorrer a vagas em universidades.

Desde 2015 a detenta cumpre regime semiaberto, tendo direito a saídas temporárias. Com autorização da Justiça, a presa pode deixar a unidade penitenciária para trabalhar e estudar.

Essa, porém, não foi a primeira vez que Suzane quase cursou o ensino superior. Em 2020, Suzane conseguiu uma vaga pelo Sisu para cursar Gestão de Turismo no Instituto Federal de Campos do Jordão (SP). Ela chegou a realizar a matrícula, mas não conseguiu autorização para deixar o presídio.

Em 2017, ela foi aprovada para cursar administração em uma instituição católica de Taubaté. Para arcar com os custos da mensalidade, ela se inscreveu e conseguiu o financiamento estudantil oferecido pelo Fies. Mas, mesmo assim, não concluiu a matrícula.

A primeira autorização de Suzane para cursar uma graduação ocorreu em 2016, quando ela tentou frequentar as aulas de administração de uma universidade particular. Na época, ela temia o assédio fora da prisão, então pediu para fazer o curso online mas, por falta de recursos, o pedido foi negado.

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