Crédito: Reprodução As recentes movimentações no processo envolvendo o Banco Master voltaram a provocar questionamentos sobre a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). As críticas ganharam força após declarações do advogado Jeffrey Chiquini, que aponta possíveis irregularidades na condução das medidas autorizadas no âmbito da investigação.
Segundo o advogado, a operação foi solicitada pela própria Polícia Federal e previa o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão. Embora o Supremo tenha autorizado a ação, a determinação teria vindo acompanhada de uma exigência considerada fora do padrão: a execução de todas as diligências em um intervalo máximo de 24 horas.
Na avaliação de Chiquini, o prazo estabelecido seria incompatível com a complexidade e a logística necessárias para uma operação dessa magnitude. Ele sustenta que a limitação temporal poderia ter sido deliberadamente criada para inviabilizar o cumprimento integral da decisão, abrindo caminho para a posterior invalidação do material apreendido.
O advogado afirma que, diante de um eventual descumprimento formal da ordem, seria possível aplicar o entendimento jurídico conhecido como “teoria dos frutos da árvore envenenada”, o que levaria à nulidade das provas colhidas pela Polícia Federal.
As críticas se intensificaram após a decisão que determinou o lacre de todo o material apreendido e seu envio direto ao STF, impedindo que a Polícia Federal tivesse acesso ao conteúdo para análise preliminar. Para Chiquini, a medida reforça a percepção de interferência excessiva e proteção institucional.
O episódio reacende discussões mais amplas sobre os limites da atuação do Judiciário, a concentração de decisões sensíveis em instâncias superiores e o impacto dessas ações na confiança pública sobre investigações de grande repercussão.
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