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Sexta, 23 de janeiro de 2026

STF libera atuação de peritos da PF em caso Banco Master

Toffoli garante acesso total aos dados apreendidos enquanto surgem questionamentos sobre resort ligado à sua família.

15 de jan 2026 - 17h:37 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quinta-feira (15) a participação de peritos da Polícia Federal na análise de documentos e dados apreendidos em operação relacionada a fraudes no Banco Master. O processo está sob a responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ministro Dias Toffoli indicou quatro especialistas para acompanhar a extração de informações, garantindo-lhes “acesso irrestrito” ao material. Contudo, não foram divulgados os critérios usados para a seleção desses peritos, segundo o Valor Econômico. Na decisão anterior, tomada na quarta-feira (14), Toffoli determinou que todo o material apreendido fosse encaminhado diretamente à PGR.

Conexão com resort familiar

A investigação ganhou novos elementos polêmicos envolvendo o próprio ministro. O resort Tayayá, ligado à família de Toffoli, foi adquirido recentemente por Paulo Humberto Barbosa, advogado que atua para a J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Em um intervalo de dois meses, Barbosa comprou todas as cotas do empreendimento localizado no Paraná, anteriormente pertencentes a dois irmãos e a um primo do ministro. A transação foi realizada por meio de um fundo de investimento administrado pela Reag, instituição também investigada no escândalo do Banco Master.

Embora nunca tenha sido sócio do resort, Toffoli frequentava o local regularmente. Em uma visita, teria utilizado avião particular de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, investigado por esquemas de evasão fiscal e adulteração de combustível vinculados ao PCC.

O episódio surge em meio a outras decisões do ministro que geraram controvérsia. Em 2023, por exemplo, ele suspendeu a cobrança de multa de R$ 10,3 bilhões prevista em acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal.

Em nota, a JBS esclareceu que o advogado envolvido “defendeu a empresa em ações judiciais em Goiás” e que nem a companhia nem seus acionistas têm ligação com a aquisição do resort ou com outros negócios do profissional.

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