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Quarta, 15 de abril de 2026

Embolização da próstata surge como alternativa minimamente invasiva para tratamento da HPB

Realizada por radiologistas intervencionistas, técnica reduz o volume da próstata e melhora sintomas urinários com menor tempo de recuperação.

15 de abr 2026 - 09h:11 Créditos: Redação
Crédito: Reprodução

A hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento da próstata, afeta grande parte da população masculina, especialmente com o avanço da idade, e pode comprometer significativamente a qualidade de vida devido aos sintomas urinários.

Entre as alternativas de tratamento, a embolização das artérias prostáticas tem se destacado como uma opção minimamente invasiva e eficaz. O procedimento é realizado por radiologistas intervencionistas e consiste na redução do fluxo sanguíneo da próstata, promovendo a diminuição do órgão e alívio dos sintomas.

De acordo com o médico Thiago F. Nunes, MD, PhD (CRM-MS 4925 | RQE 4645), a técnica é feita com o auxílio de imagem, sem necessidade de cirurgia aberta. “A embolização permite tratar o aumento prostático de forma menos invasiva, com recuperação mais rápida e menor risco de complicações quando comparada a procedimentos tradicionais, em casos selecionados”, explica.

O método é indicado principalmente para pacientes que apresentam sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, inclusive durante a noite, e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Durante o procedimento, um cateter é introduzido por meio de uma pequena punção, geralmente na região da virilha ou do punho, e guiado até as artérias que irrigam a próstata. Em seguida, são aplicadas micropartículas que bloqueiam parcialmente o fluxo sanguíneo, levando à redução gradual do volume prostático.

Além de ser menos invasiva, a embolização apresenta benefícios como menor tempo de internação, retorno mais rápido às atividades diárias e preservação da função sexual na maioria dos casos.

Apesar das vantagens, a indicação deve ser individualizada. Avaliação clínica detalhada, exames complementares e discussão com especialista são fundamentais para definir a melhor abordagem para cada paciente.

“O mais importante é que o paciente seja avaliado de forma criteriosa, para que possamos indicar o tratamento mais seguro e eficaz, sempre baseado em evidências científicas”, reforça o médico.

A técnica também se insere em um contexto mais amplo de evolução da medicina, que busca tratamentos cada vez menos invasivos, mais seguros e com foco na qualidade de vida dos pacientes.

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