A Polícia Federal apontou que um grupo ligado ao funkeiro MC Ryan SP utilizava recursos do tráfico internacional de drogas para alimentar um esquema de lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, a organização teria lucrado com o envio de mais de três toneladas de cocaína ao exterior, utilizando empresas de produção musical e entretenimento para misturar valores lícitos com recursos de origem criminosa.
O inquérito também indica que o grupo atuava com apostas ilegais e rifas digitais clandestinas como forma de ocultar a origem do dinheiro.
Com base nos indícios, a 5ª Vara Federal de Santos determinou o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão efetivamente bloqueado.
Operação
A investigação é um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, realizadas em 2023 e 2024, que já apuravam o tráfico internacional de drogas e a utilização de plataformas financeiras para lavagem de dinheiro.
Nesta quarta-feira (15), a PF deflagrou a operação Narco Fluxo, que resultou na prisão de MC Ryan SP. Ele foi detido durante uma festa em Bertioga, no litoral de São Paulo.
O funkeiro passou por exame de corpo de delito e será encaminhado à sede da PF.
Também foi preso o cantor MC Poze do Rodo, no Rio de Janeiro.
Ao todo, cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas, em diversos estados e no Distrito Federal.
Durante as ações, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e armas.
Investigações
De acordo com a PF, os investigados utilizavam diferentes métodos para ocultar valores, incluindo transporte de dinheiro em espécie, transações com criptoativos e movimentações financeiras de alto valor.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) ajudaram a identificar o fluxo bilionário ligado ao grupo.
Em nota, a defesa de MC Ryan SP informou que ainda não teve acesso completo ao processo, que tramita sob sigilo, mas afirmou que os valores movimentados pelo artista têm origem comprovada e seguem as exigências legais.
O caso segue sob investiga



