Crédito: Vinicios Santos O assassinato de duas crianças em Campo Grande foi classificado como “nefasto e estarrecedor” pela promotora de Justiça Gabriela Rabelo Vasconcelos, durante julgamento realizado nesta quarta-feira (15).
A representante do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestou ao sustentar a acusação contra João Vitor de Souza Mendes, réu por participação no crime que resultou na morte de Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos.
O caso ocorreu no dia 3 de maio de 2024, no bairro Jardim das Hortênsias, e gerou grande comoção na época. Durante o julgamento, a promotora destacou o impacto do crime na sociedade e afirmou que a população ficou “estarrecida” diante da violência.
Segundo ela, o Estado deu resposta imediata, com início das investigações no mesmo dia. A promotora classificou o caso como uma “empreitada criminosa” que abalou a comunidade.
Julgamento
A sessão ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos. Durante a audiência, os pais de Silas Ortiz acompanharam o julgamento e fizeram um apelo por justiça.
“A gente esperou tanto por justiça. Eu espero que ele seja condenado pelos atos que cometeu… a vida do meu filho é preciosa”, disse a mãe, emocionada.
Familiares de Aysla Carolina não estavam presentes na sessão.
O processo está na segunda fase de julgamento. Na primeira etapa, realizada em novembro de 2025, outros envolvidos já foram julgados.
Condenações
Entre os condenados estão apontados participantes diretos e indiretos do crime.
O acusado apontado como mandante foi condenado por tentativa de homicídio, enquanto outro réu, identificado como responsável pelos disparos, recebeu pena superior a 40 anos de prisão por homicídios e outros crimes.
Também houve condenação de um acusado por apoio logístico, enquanto um motorista de aplicativo foi absolvido e teve a soltura determinada pela Justiça.



