Menu
Quinta, 04 de março de 2021

Polícia Civil faz buscas e apreensões a criminosos que extorquiram as vítimas pela internet

Foi um prejuízo estimado de mais de R$ 24 milhões

15 de Dez 2020 - 10h:07 Créditos: Roberta Ferreira
Crédito: Divulgação

A operação denominada de Anteros atua contra criminosos que aplicam golpes pela internet e está sendo realizado nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Bahia e Roraima.

Os números de vítimas que tiveram prejuízos online passam de duas mil e o valor é mais de R$ 250 milhões.  

Os policiais civis estão cumprindo mandados de prisões preventivas a 181 pessoas, 216 mandados de busca e apreensões, o sequestro de R$ 5 milhões e o bloqueio bancario de 329 contas.  

Os crimes acontecem por meio de redes sociais ou aplicativos de namoros, onde os criminosos se passam por outras pessoas para extorquir as vítimas.  

Os envolvidos buscam pessoas que tenham bens materiais em grandes valores, para poder pedir dinheiro.

As formas de extorquir às vítimas eram por meio de chantagens com fotos ou vídeos íntimos, ameaçando divulgar na internet.  

Ou por meio de conversas, um dos golpistas dizia que morava no exterior e que precisava enviar uma herança para o Brasil, incentivando a vítima a ajudá-la com promessa de vantagem. Assim, pedia para a vítima receber o material em sua residência. Quando o material chegava, outra pessoa do grupo se passando por funcionário da alfândega contatava a vítima e informava que para liberar o material era necessário o pagamento de impostos, mas que por um valor menor conseguia a liberação do material. A vítima, então, acabava realizando os pagamentos, em dólar.

Existia a ala dos "recrutadores" de contas e também os "operadores" (aqueles que repassavam o dinheiro rapidamente entre várias contas, após o depósito, dificultando o rastreamento). Ligados a estes, os "correntistas" (que recebiam de 7 a 10% dos valores arrecadados somente para emprestar sua conta corrente e fomentar a operacionalização).  

E também havia os agentes da lavagem de capitais cuja finalidade é "esquentar", ou seja, tornar o dinheiro ilegal em lícitos imóveis.


Deixe um comentário


Leia Também

Veja mais Notícias