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Quarta, 07 de janeiro de 2026

Trabalhadores do Sistema Petrobras iniciam greve nacional

Paralisação atinge plataformas, refinarias e terminais, mas empresa diz que abastecimento está garantido.

15 de dez 2025 - 14h:34 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: Fernando Frazão

Trabalhadores do Sistema Petrobras iniciaram, à zero hora desta segunda-feira (15), uma greve nacional por tempo indeterminado. O movimento é organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) após a rejeição da segunda contraproposta da estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

De acordo com a FUP, a paralisação começou ainda na madrugada, com a entrega da operação de plataformas no Espírito Santo e no Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa. No Amazonas, o Terminal Aquaviário de Coari teve adesão total dos trabalhadores.

Pela manhã, empregados de seis refinarias também aderiram à greve e deixaram de realizar a troca de turno prevista para as 7h. Permaneceram sem revezamento as refinarias Regap (MG), Reduc (RJ), Replan (SP), Recap (SP), Revap (SP) e Repar (PR).

A decisão pela paralisação foi tomada após os sindicatos considerarem insuficiente a nova proposta apresentada pela Petrobras na última terça-feira (9). Segundo as entidades representativas, o texto não avançou em três pontos considerados centrais pela categoria: a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que afetam aposentados e pensionistas; melhorias no plano de cargos e salários, sem a aplicação de mecanismos de ajuste fiscal; e a defesa de um projeto de Petrobras pública, com foco no fortalecimento da empresa e da soberania nacional.

A FUP afirmou ainda que a estatal não apresentou respostas concretas sobre os PEDs, tema que vem sendo debatido há quase três anos, nem soluções para outras demandas acumuladas ao longo do processo de negociação.

Em nota, a Petrobras confirmou o registro de manifestações em unidades da companhia, mas informou que a greve não causou impacto na produção de petróleo e derivados. Segundo a empresa, medidas de contingência foram adotadas para garantir a continuidade das operações e o abastecimento do mercado.

A estatal ressaltou que respeita o direito de manifestação dos trabalhadores e mantém diálogo permanente com as entidades sindicais, reforçando que segue empenhada em concluir as negociações do acordo coletivo.

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