Estudos recentes de pesquisadores franceses reacendem os alertas sobre os efeitos nocivos dos alimentos ultraprocessados à saúde. Produtos como presunto, bacon, linguiça e salsicha, bastante comuns na alimentação diária, estão associados a maior risco de desenvolvimento de doenças graves, incluindo alguns tipos de câncer. A pesquisa foi publicada nas revistas científicas BMJ e Nature Communications.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses alimentos podem ser classificados como cancerígenos do Grupo 1 para humanos, mesma categoria atribuída a substâncias como tabaco, álcool e poluição do ar. O dado surpreende pelo fato de que itens como embutidos e processados fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros, integrando cafés da manhã, lanches e almoços.
Os estudos apontam que o consumo diário de ultraprocessados pode aumentar em até 47% o risco de diabetes tipo 2 e em 32% o risco de alguns tipos de câncer, principalmente de intestino e baço. Além disso, outros produtos industrializados, como queijos, frutas secas e alimentos à base de chocolate, também podem contribuir para o surgimento de doenças, embora ainda não tenham classificação formal da OMS.
A organização reforça que o objetivo das alertas não é gerar pânico, mas orientar a população e a indústria alimentícia sobre os riscos associados ao consumo frequente desses produtos.



