Crédito: Reprodução A Justiça decretou a prisão preventiva de três pessoas acusadas de torturar uma mulher trans de 29 anos, na madrugada de sábado (14), em Ponta Porã. A vítima foi espancada e teve o braço marcado com uma suástica feita com objeto aquecido, segundo investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Os presos são Leonardo Duarte, 22 anos; Jackson Tadeu Vieira, 38; e Laysa Carla Leite Machinsky, 25. Jackson é filho de um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ele e a companheira são estudantes de medicina, enquanto Leonardo mantinha relacionamento com a vítima.
Atraída até a residência
De acordo com o procedimento policial, as agressões ocorreram em uma casa localizada na Rua Coronel Ponce, no bairro Jockey Club.
A vítima prestava serviços ao casal e teria sido atraída até o local por Leonardo, com quem havia retomado contato no mesmo dia. Segundo a investigação, ela foi chamada sob a justificativa de realizar um acerto financeiro.
No entanto, ao chegar à residência, teria sido acusada pelos suspeitos de não cumprir um serviço após receber pagamento antecipado.
Motivação investigada
Conforme o relatório policial, os suspeitos queriam obrigar a vítima a devolver um valor que havia sido transferido via Pix pela mãe de Jackson, referente a um pagamento antecipado.
Outro fator que teria aumentado a tensão foi um episódio ocorrido dias antes. Laysa acreditava ter sofrido um aborto espontâneo e a vítima teria se comprometido a realizar o sepultamento do material biológico. Posteriormente, o casal teria descoberto que o material ainda estava guardado em um recipiente na residência.
Segundo a investigação, a descoberta teria intensificado o estado emocional do casal e levado Jackson a atribuir à vítima responsabilidade pela perda da gestação.
Relato da vítima
Em depoimento às autoridades, a mulher relatou ter sido agredida com socos, chutes e pancadas durante o episódio.
Ela afirmou ainda que teria sido ameaçada de morte durante as agressões e que temeu ser amarrada pelos suspeitos.
Com a decisão judicial, os três acusados devem ser encaminhados ao sistema penitenciário enquanto o caso segue sob investigação.



