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Quinta, 19 de março de 2026

Justiça decreta prisão preventiva de trio acusado de torturar mulher trans em Ponta Porã

Vítima foi espancada e marcada com símbolo nazista durante agressões.

16 de mar 2026 - 11h:33 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Reprodução

A Justiça decretou a prisão preventiva de três pessoas acusadas de torturar uma mulher trans de 29 anos, na madrugada de sábado (14), em Ponta Porã. A vítima foi espancada e teve o braço marcado com uma suástica feita com objeto aquecido, segundo investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Os presos são Leonardo Duarte, 22 anos; Jackson Tadeu Vieira, 38; e Laysa Carla Leite Machinsky, 25. Jackson é filho de um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ele e a companheira são estudantes de medicina, enquanto Leonardo mantinha relacionamento com a vítima.

Atraída até a residência

De acordo com o procedimento policial, as agressões ocorreram em uma casa localizada na Rua Coronel Ponce, no bairro Jockey Club.

A vítima prestava serviços ao casal e teria sido atraída até o local por Leonardo, com quem havia retomado contato no mesmo dia. Segundo a investigação, ela foi chamada sob a justificativa de realizar um acerto financeiro.

No entanto, ao chegar à residência, teria sido acusada pelos suspeitos de não cumprir um serviço após receber pagamento antecipado.

Motivação investigada

Conforme o relatório policial, os suspeitos queriam obrigar a vítima a devolver um valor que havia sido transferido via Pix pela mãe de Jackson, referente a um pagamento antecipado.

Outro fator que teria aumentado a tensão foi um episódio ocorrido dias antes. Laysa acreditava ter sofrido um aborto espontâneo e a vítima teria se comprometido a realizar o sepultamento do material biológico. Posteriormente, o casal teria descoberto que o material ainda estava guardado em um recipiente na residência.

Segundo a investigação, a descoberta teria intensificado o estado emocional do casal e levado Jackson a atribuir à vítima responsabilidade pela perda da gestação.

Relato da vítima

Em depoimento às autoridades, a mulher relatou ter sido agredida com socos, chutes e pancadas durante o episódio.

Ela afirmou ainda que teria sido ameaçada de morte durante as agressões e que temeu ser amarrada pelos suspeitos.

Com a decisão judicial, os três acusados devem ser encaminhados ao sistema penitenciário enquanto o caso segue sob investigação.

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