Crédito: Berlim caldeirão / André de Abreu Vereadores do Partido dos Trabalhadores em Campo Grande se manifestaram publicamente após o caso em que uma mulher trans foi agredida e marcada com um símbolo nazista no município de Ponta Porã.
O crime ocorreu no sábado (14) e está sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Parlamentares pedem rigor na investigação
O vereador Jean Ferreira afirmou que o episódio representa mais um caso grave de violência contra pessoas LGBTQIAPN+ no país e defendeu que os responsáveis sejam punidos.
“Até quando a extrema direita irá atacar a população LGBTQIAPN+? O Brasil é um dos países que mais matam pessoas trans no mundo”, declarou.
Segundo o parlamentar, os envolvidos devem responder por crimes como tortura, lesão corporal e apologia ao nazismo.
Caso é tratado como crime de ódio
A vereadora Luiza Ribeiro classificou o ocorrido como um ato de violência motivado por ódio e pediu proteção à vítima.
“Foi um horror o que ocorreu aqui tão perto de nós, em Ponta Porã. Uma mulher trans foi atraída com promessa de trabalho doméstico, torturada e marcada com queimadura em formato de suástica”, afirmou.
De acordo com a parlamentar, o caso deve ser investigado considerando o contexto de violência contra pessoas trans no Brasil.
Crime previsto em lei
Os vereadores destacaram que a utilização de símbolos nazistas pode configurar crime previsto na Lei nº 7.716/1989, que criminaliza a apologia ao nazismo e outras formas de discriminação.
Os parlamentares também cobraram investigação rigorosa e transparente, além de medidas de proteção à vítima.
Até o momento, a Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do crime.



