Uma advogada de Bataguassu afirma enfrentar uma disputa judicial após adquirir um veículo supostamente zero quilômetro em concessionária de Nova Andradina e constatar defeitos estruturais logo após a entrega. O automóvel apresentava arranhões e indícios de repintura na porta lateral, apontados por vistoria cautelar independente.
Segundo a compradora, a negociação ocorreu em maio de 2025 e, após notar as irregularidades, ela buscou solução administrativa sem sucesso. Diante disso, acionou a Justiça, que concedeu liminar determinando a substituição do veículo.
Novo carro também apresentou problemas
Em janeiro de 2026, a cliente foi chamada para retirar outro automóvel. No entanto, afirma que o segundo carro também apresentava falhas, como desalinhamento de portas, capô e para-lamas, além de peças ausentes. Um novo laudo técnico teria confirmado as irregularidades.
De acordo com o relato, até o checklist interno da montadora apontou necessidade de ajustes. A consumidora recusou a retirada e a Justiça determinou nova substituição por um veículo em perfeitas condições, fixando prazo de 10 dias, multa diária de R$ 1 mil e indenização por danos morais.
Decisão judicial e cobrança contestada
Mesmo após o prazo expirar, a advogada afirma não ter recebido um carro adequado. Ela relata ainda ter sido surpreendida com a cobrança de R$ 166.776,87 referente ao segundo veículo, que não teria sido entregue definitivamente, enquanto continua pagando o financiamento do primeiro.
O caso segue em tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Procurada, a montadora não se manifestou até o momento.



