A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17), uma operação para investigar possíveis vazamentos de dados fiscais envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), familiares e outras autoridades. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo próprio STF após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra investigados, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.
Investigação e rastreamento
Segundo a Receita Federal do Brasil, a operação teve como base informações fornecidas pelo próprio órgão, que já realizava apuração interna em conjunto com a Polícia Federal. O STF também solicitou uma auditoria completa nos sistemas do Fisco para identificar acessos suspeitos aos dados nos últimos três anos.
O órgão informou que intensificou o monitoramento de acessos desde 2023 e que qualquer consulta indevida pode ser rastreada e punida administrativa e criminalmente. Parte das irregularidades já foi comunicada ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Até agora, sete processos disciplinares foram concluídos dentro da Receita, resultando na demissão de três servidores. A auditoria segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas após o avanço das investigações.



