Menu
Segunda, 23 de março de 2026

Estados rejeitam reduzir ICMS do diesel após pedido do governo federal

Debate envolve arrecadação, mercado e impacto no preço final.

17 de mar 2026 - 13h:18 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Luiz Vinicius

Os governos estaduais recusaram o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir o ICMS sobre o diesel, alegando que a medida não garante queda no preço ao consumidor e pode gerar novas perdas de arrecadação.

A posição foi divulgada nesta terça-feira (17) pelo Comsefaz, que reúne os secretários estaduais da Fazenda de todo o país.

Estados alegam perdas e pouca eficácia

Em nota, o comitê destacou que os estados já acumulam prejuízos bilionários com reduções anteriores do imposto e que não há espaço para novos cortes.

Segundo o Comsefaz:

Estados já perderam cerca de R$ 189 bilhões desde 2022

Reduções de impostos nem sempre chegam ao consumidor

O preço final depende de vários fatores fora do controle estadual

O ICMS sobre o diesel atualmente gira em torno de R$ 1,17 por litro, representando cerca de 19% do valor final antes de tributos federais.

Governo federal tenta conter preços

O pedido de redução foi feito após medidas do governo federal para conter a alta do combustível, como:

Isenção de PIS/Cofins sobre o diesel

Subsídio de R$ 0,64 por litro para produtores e importadores

A discussão ganhou força após a Petrobras anunciar aumento de R$ 0,38 por litro no diesel.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o ICMS é o principal tributo sobre o combustível e reforçou a pressão sobre os estados.

Debate sobre impacto no consumidor

Os estados argumentam que reduções anteriores não foram repassadas integralmente ao consumidor. Dados citados pelo comitê indicam que:

A gasolina caiu 16% nas refinarias

Mas subiu 27% nas bombas nos últimos anos

Para os governos estaduais, isso mostra que cortes tributários nem sempre resultam em preços menores ao consumidor final.

Impasse continua

Enquanto os estados resistem a novas reduções, o governo federal segue buscando alternativas para conter a alta dos combustíveis.

O impasse evidencia o desafio de equilibrar arrecadação pública e controle de preços, em um cenário influenciado por fatores como o mercado internacional do petróleo e a política tributária.

Deixe um comentário


Leia Também

Veja mais Notícias