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Sexta, 17 de abril de 2026

Advogado condenado por tráfico foi preso em operação da PF e Gaeco

Segunda fase da operação investigou esquema de tráfico e lavagem de dinheiro.

17 de abr 2026 - 14h:40 Créditos: Redação com informações do Voz de Dourados
Crédito: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Federal, com apoio do Gaeco, deflagrou nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Audácia, que investigou um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul.

Entre os alvos estavam três policiais civis. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados e nas delegacias onde atuavam, incluindo a Defron, em Dourados, a Delegacia de Polícia de Caarapó e a Deam, em Campo Grande. Os nomes não foram divulgados.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva nas cidades de Dourados, Campo Grande, Caarapó e Fátima do Sul. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$ 18 milhões em bens dos investigados.

Prisões e investigação

As prisões foram cumpridas contra o advogado Rubens Dariu Saldivar Cabral, que já estava custodiado, além de um secretário dele e de Renan Oliveira Freitas, conhecido como “Saveirão”, morador de Dourados.

A investigação teve início após a apreensão de R$ 100 mil em espécie com o advogado, em novembro de 2023, entre Ponta Porã e Dourados. A partir desse flagrante, os policiais seguiram o rastro do dinheiro e identificaram uma rede com movimentações financeiras suspeitas.

Na primeira fase da operação, em julho de 2025, foram apreendidos celulares, computadores e documentos. A análise desse material fundamentou o avanço das investigações.

Advogado já havia sido condenado

Rubens Saldivar foi preso em janeiro de 2025 após envolvimento no transporte de 21,6 quilos de pasta-base de cocaína, em Nova Alvorada do Sul.

O caso envolveu a retirada de um veículo utilizado no tráfico e posterior abordagem da Polícia Rodoviária Federal, que localizou a droga escondida no automóvel.

Em outubro de 2025, ele e outros dois envolvidos foram condenados por tráfico de drogas e associação criminosa, com penas em regime fechado.

Outros alvos e histórico

Renan Freitas também já havia sido preso anteriormente no âmbito da Operação Akã, acusado de recrutar motoristas para transportar drogas da fronteira para estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

A organização criminosa armazenava a droga em Dourados antes de enviá-la escondida em cargas lícitas, principalmente em caminhões.

Apurações continuam

Em nota, a Polícia Federal informou que havia servidores públicos entre os investigados, sem detalhar as funções. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirmou que as investigações estavam sob responsabilidade da PF.

O caso segue em apuração para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a estrutura do esquema criminoso.

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