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Quarta, 22 de abril de 2026

Mulher foi obrigada a fazer tatuagens com nome de dentista e mantida em cárcere por quatro meses

Vítima conseguiu fugir e denunciou agressões após chegar ao Rio Grande do Sul.

17 de abr 2026 - 08h:54 Créditos: Redação com informações do G1
Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

A ex-companheira de um dentista preso na última terça-feira (14), em Itapema (SC), foi obrigada a fazer diversas tatuagens com o nome dele e mantida em cárcere privado por cerca de quatro meses, segundo a Polícia Civil.

De acordo com a delegada Marcela Smolenaars, titular da Delegacia da Mulher de Esteio (RS), a vítima, de 39 anos, foi forçada a realizar nove tatuagens em um único dia. “Ele a obrigou a mentir que era um presente de casamento”, afirmou.

Em depoimento, o tatuador responsável pelos desenhos disse não saber que a mulher estava sendo coagida ou que sofria violência doméstica.

Fuga e investigação

A vítima conseguiu fugir no início de abril, após o suspeito ingerir medicamentos para dormir. Ela deixou Santa Catarina e seguiu para o Rio Grande do Sul sem levar pertences.

O caso passou a ser investigado após a mulher registrar ocorrência em uma delegacia de Canoas. No relato, ela afirmou que tinha a rotina controlada, com o celular confiscado e acesso limitado à internet.

Segundo a polícia, as agressões eram constantes e incluíam espancamentos e ameaças de morte. A vítima apresentava ferimentos em várias partes do corpo e, ao todo, foi obrigada a fazer 10 tatuagens.

Histórico de violência

O dentista, que não teve o nome divulgado, já possui antecedentes por violência doméstica contra ao menos duas ex-companheiras. Os relatos indicam episódios de agressões, controle excessivo, isolamento social e cárcere privado.

Durante as investigações, foram apreendidas armas de grosso calibre, máscaras e dispositivos eletrônicos na residência do suspeito. Os bens da vítima foram recuperados e devolvidos.

Diante da gravidade do caso, a Delegacia da Mulher solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça. O investigado optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

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