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Sexta, 17 de abril de 2026

Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos em São Paulo

Ídolo da seleção brasileira enfrentava histórico de tumor cerebral há mais de uma década.

17 de abr 2026 - 16h:06 Créditos: Redação com informações do G1
Crédito: Reprodução Redes Sociais

O ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Considerado o maior ídolo do basquete brasileiro, ele passou mal e chegou a ser socorrido ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.

Em nota, a família lamentou a morte e destacou a trajetória do atleta, que enfrentava há anos um tumor cerebral com coragem e resiliência. O velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos.

Conhecido como “Mão Santa” e eterno camisa 14 da seleção brasileira, Oscar foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país e se tornou referência mundial dentro das quadras.

Carreira histórica e recordes

Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar construiu uma das carreiras mais impressionantes da história do esporte. Ao longo de quase duas décadas com a seleção brasileira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.

Ele marcou 1.093 pontos em Olimpíadas, tornando-se o maior cestinha da história da competição.

Ao longo da carreira, somou 49.737 pontos em jogos oficiais, sendo por muitos anos o maior pontuador da história do basquete, marca que só foi superada em 2024 por LeBron James.

Recusa à NBA e amor à seleção

Oscar teve a oportunidade de jogar na NBA, ao ser draftado pelo New Jersey Nets em 1984. No entanto, recusou o contrato para continuar defendendo a seleção brasileira, já que à época jogadores da liga não podiam atuar por seus países.

A decisão reforçou sua identificação com o Brasil e marcou sua trajetória como um dos maiores nomes da história do esporte nacional.

Conquistas e reconhecimento

Entre os principais títulos, Oscar conquistou o ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos.

Ele também integrou o Hall da Fama da FIBA e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana.

Saúde e últimos anos

Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro e passou por cirurgias ao longo dos anos. Em 2022, chegou a anunciar que havia interrompido o tratamento, mas depois esclareceu que estava curado.

No último dia 8 de abril, foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil durante cerimônia do Hall da Fama, no Rio de Janeiro, sendo representado pelo filho.

Legado

Oscar Schmidt deixa um legado que ultrapassa números e títulos. Sua trajetória ajudou a transformar o basquete em um dos esportes mais populares do Brasil e inspirou gerações de atletas.

Considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos, ele será lembrado como símbolo de talento, dedicação e amor ao esporte.

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