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Terça, 21 de abril de 2026

PM preso por suspeita de furto de drogas é alvo de nova operação

Esquema investigado envolve transporte de entorpecentes em viaturas oficiais.

17 de abr 2026 - 09h:07 Créditos: Redação com informações do Campo Grande News
Crédito: Bruna Marques

A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (17), a segunda fase da Operação Rota Blindada, que apura um esquema de tráfico de drogas entre Corumbá e Campo Grande com uso de viaturas oficiais e possível participação de agentes públicos.

Entre os alvos está o policial militar Lucas Villegas Campos, que já havia sido preso na última segunda-feira (13), suspeito de furtar parte de uma carga de entorpecentes.

De acordo com o delegado Guilherme Sarian, a investigação teve início após a apreensão de drogas em um galpão na região do Indubrasil, em Campo Grande, no fim de janeiro. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar.

A partir dessa ocorrência, a Polícia Civil identificou que a droga teria saído de Corumbá e sido transportada até a Capital com uso de viatura oficial, conduzida por um policial penal. A descoberta deu origem à primeira fase da operação, realizada em fevereiro.

Nova fase da operação

Com o avanço das investigações, a análise de materiais apreendidos revelou a participação de outros envolvidos, levando à segunda etapa da operação. Foram cumpridos mandados de prisão em Corumbá, Campo Grande e no Paraná.

Um suspeito foi preso em Corumbá, apontado como responsável pelo armazenamento da droga. Outro foi detido no Paraná, suspeito de ter recrutado o policial penal. Já na Capital, três investigados foram presos por participação na logística do esquema.

Um dos alvos não foi localizado, mas, na residência dele, foi apreendida quantidade significativa de cocaína.

Ainda em Campo Grande, foi cumprido mandado contra o policial militar Lucas Villegas Campos, que já estava preso. Segundo a investigação, ele teria se apropriado de parte da droga transportada. A Justiça também decretou sua prisão preventiva.

“Temos elementos concretos de que a droga trazida de Corumbá não foi apreendida na integralidade”, afirmou o delegado.

Estrutura do esquema

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções que incluía armazenamento na fronteira, transporte até a Capital, locação de galpão para descarregamento, monitoramento por “olheiros” e apoio logístico na distribuição.

A operação é coordenada pela Denar e conta com apoio de outras delegacias especializadas.

A possível participação de outros policiais será investigada pela Corregedoria da Polícia Militar.

Defesa

A defesa de dois dos presos, identificados como Rodrigo Osório e Joel Lopes, informou que ainda não teve acesso ao inquérito, que tramita sob sigilo.

Segundo o advogado Cleiton Lopes, não é possível detalhar as acusações neste momento. A informação preliminar é de que ambos teriam participação limitada à logística do galpão.

Ainda conforme a defesa, não foram encontrados materiais ilícitos nas residências durante o cumprimento dos mandados.

As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente o esquema.

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