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Quinta, 19 de fevereiro de 2026

PM que atirou e matou jovem em posto de combustíveis é preso.

Os advogados do suspeito disseram que o homem não conhecia a vítima, que estaria “descontrolada” no momento do confronto. A PM informou que o suspeito foi afastado das atividades enquanto o caso estiver em investigação.

18 de jan 2024 - 23h:08 Créditos: Meionorte.com
Crédito: Divulgação

A Polícia Civil da Bahia prendeu na manhã desta quinta-feira (18) o policial militar João Wagner Madureira. Ele foi flagrado por câmeras de segurança agredindo e efetuando tiros contra uma jovem de 23 anos identificada como Fernanda dos Santos Pereira, em um posto de combustível, no dia 11 de janeiro, em Ilhéus.

Conforme as imagens, Fernanda está agachada, quando o PM se aproxima com uma arma na mão. Ele dá um chute na jovem, que revida com um tapa no rosto do homem. Em seguida, João a imobiliza e dispara tiros contra ela. A vítima foi socorrida pelo SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o Hospital Costa do Cacau, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O mandado de prisão foi cumprido uma semana após o crime, por equipes do Núcleo de Homicídios de Ilhéus e da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin), com o apoio da 69ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM). A medida cautelar foi solicitada pelo titular do Núcleo de Homicídios, delegado Helder Carvalhal de Almeida.

De acordo com o delegado, o mandado de prisão foi solicitado sob sigilo para “preservar o inquérito policial” e reunir “todos os elementos probatórios que comprovaram a materialidade e a autoria”. Ainda conforme ele, a suspeita é de que a morte tenha acontecido por causa de um desentendimento entre a vítima e a tia do suspeito.

A situação iniciou com um desentendimento entre a vítima e a tia do autor. O policial tomou partido da tia e começou as agressões, culminando no homicídio”, detalhou.


Os advogados do suspeito disseram que o homem não conhecia a vítima, que estaria “descontrolada” no momento do confronto. A PM informou que o suspeito foi afastado das atividades enquanto o caso estiver em investigação.


CONFIRA A NOTA COMPLETA


É com profundo pesar que comunicamos a todos sobre o trágico incidente envolvendo o policial militar João Wagner Madureira, conhecido como Cenoura, lotado na 69ª CIPM, na madrugada desta quinta-feira(11/01).

No calor de uma discussão, o PM se envolveu em um incidente fatal que resultou na perda de uma vida. O policial sempre dedicou sua carreira à defesa da sociedade e, em especial, à proteção das mulheres atendendo e prestando socorro em diversos casos de agressão a mulher. O ocorrido é inquestionavelmente repugnante, e estamos cientes da gravidade dos fatos.

João Wagner está comprometido em se apresentar voluntariamente às autoridades competentes e cooperar plenamente com as investigações em curso. Entendemos que essa tragédia em questão não apaga sua história em defesa da sociedade enquanto policial militar, mas compreendemos a responsabilidade de responder judicialmente por seus atos. Como deve sempre ser, independente de quem seja.

É importante esclarecer que, embora as acusações de feminicídio estejam presentes na cobertura midiática, afirmamos categoricamente que o policial militar não conhecia a vítima e que o ato não foi motivado por violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

O vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que João Wagner Madureira aparece com uma arma em punho apontada para o chão. As imagens não divulgadas irão provar que a arma não tinha a intenção de intimidar a vítima, mas sim afastar pessoas alteradas na localidade. Quanto ao disparo ocorrido, esse se deu de forma acidental, quando a vítima e o policial entraram em vias de fato, momento em que a vítima tenta segurar a arma do policial, acabando por acionar a tecla do gatilho de forma involuntária como mostra as imagens divulgadas e que resultou na fatalidade que lamentamos profundamente.

João Wagner Madureira reconhece a gravidade do ocorrido e está preparado para responder perante a justiça dos homens e a justiça divina. Neste momento difícil, expressamos nossas sinceras condolências à família enlutada.

Nosso compromisso é com a verdade e a justiça, e confiamos no devido processo legal para esclarecer os detalhes deste trágico episódio.

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19 de fev 2026 - 17h:15

Na política, há obras que nascem duas vezes: a primeira no papel, a segunda na memória seletiva de quem tenta reivindicar a paternidade. Em Dourados, o CAPS AD entrou exatamente nessa disputa simbólica — e o prefeito Marçal Filho decidiu colocar os pingos nos is. Isso, depois da estocada verbal do deputado Geraldo Resende. O “outro lado” resolveu responder com dados, cronologia e articulação institucional. Não com bravata, mas com a narrativa de quem afirma ter ido além do discurso: ter ido a Brasília, ajustado contas e colocado dinheiro próprio na mesa. O deputado estadual Zé Teixeira foi enfático ao afirmar que a experiência acumulada por Marçal como deputado federal e estadual está fazendo diferença na atual gestão. “O Marçal conhece os caminhos que precisam ser percorridos para destravar obras, convênios e projetos”, resumiu. Em política pública, conhecer os caminhos é quase tão importante quanto ter o recurso. E, segundo os aliados do prefeito, foi exatamente isso que fez o CAPS sair da condição de promessa reincidente para obra concreta. Houve um momento, no passado, em que o município poderia ter executado o projeto e optou por não fazê-lo. Em 2023, o governo federal reincluiu o CAPS no PAC Saúde. Ainda assim, o risco de perder os valores rondou novamente a iniciativa por falta de andamento. Foi na atual gestão que, segundo a Prefeitura, a liberação foi garantida em definitivo — com um gesto político que diz muito: o município assumiu contrapartida superior à da própria União para assegurar a execução. Em números arredondados, trata-se de um investimento próximo de R$ 5 milhões, sendo pouco mais de R$ 2,3 milhões federais e cerca de R$ 2,5 milhões de recursos próprios. Não é detalhe contábil; é escolha administrativa. Marçal sustenta que a saúde é prioridade absoluta e que a aplicação de recursos municipais no CAPS só foi possível após ajustes fiscais e economia interna. Governar, diz ele, é definir onde apertar e onde investir. E, diante das limitações, a decisão foi concentrar esforços na rede pública. O CAPS AD III terá estrutura de aproximadamente 700 metros quadrados, erguida em uma área pública ampla no Jardim Novo Horizonte. A previsão é que a unidade esteja pronta ainda este ano. Mais que paredes e concreto, o que se constrói ali é um espaço de acolhimento permanente para casos de dependência química e transtornos graves — atendimento que, na prática, desafoga famílias e reduz reflexos na segurança pública. O vereador Márcio Pudim lembrou justamente disso: quem está na linha de frente sabe que a dependência química é drama diário nos bairros e também nos gabinetes. O CAPS, nesse cenário, deixa de ser apenas equipamento de saúde e passa a ser ferramenta social. Representando a Assembleia Legislativa, Zé Teixeira ampliou o foco e ressaltou que a obra atende Dourados e toda a região. Ele voltou a frisar que o projeto só saiu do papel porque houve articulação para garantir recursos federais e aplicação de verba própria — combinação que exige diálogo e trânsito político. Aliás, a palavra diálogo apareceu mais de uma vez. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que grandes obras só acontecem quando há harmonia entre Prefeitura, Câmara, bancada federal e governo estadual. Para ele, apenas quem convive com dependentes químicos ou pacientes com transtornos severos entende o drama da busca por atendimento adequado. O CAPS, disse, é acolhimento, é suporte especializado, é alívio para famílias inteiras. Barbosinha também elogiou a condução administrativa de Marçal Filho, enfatizando que transparência faz diferença na gestão pública e que sensibilidade social não é acessório — é obrigação. No discurso do prefeito, o CAPS não está isolado. Ele o conecta à nova UBS do Jardim dos Estados, à base do Samu e à futura policlínica municipal. Um pacote que, segundo a gestão, representa a retomada de investimentos após mais de uma década sem novas unidades de saúde na cidade. No fim, a disputa sobre “paternidade” talvez revele algo simples: na política, pai é quem cria. E criar, nesse caso, significa garantir recurso, assumir contrapartida, ajustar orçamento e iniciar a obra. Se ontem houve estocada, hoje houve resposta. E Marçal Filho preferiu responder com ordem de serviço assinada, canteiro montado e cronograma correndo. Porque, às vezes, pôr os pingos nos is é só isso: transformar promessa em parede erguida.

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