Menu
Quarta, 18 de fevereiro de 2026

Nova autorização médica nos EUA reacende debate sobre tratamento do autismo

Especialistas pedem cautela e mais estudos sobre eficácia da leucovorina.

18 de fev 2026 - 18h:05 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Reprodução

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou o uso da leucovorina — também chamada de ácido folínico — para pacientes diagnosticados com deficiência cerebral de folato (CFD), condição neurológica que pode estar presente em uma parcela de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

O medicamento, derivado da vitamina B e já utilizado há décadas como suporte em tratamentos oncológicos, atua na reposição de folato, substância essencial para o desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso. A deficiência desse nutriente pode ocorrer quando anticorpos impedem sua chegada ao cérebro.

A aprovação chamou a atenção da comunidade científica pela rapidez do processo e por ocorrer em um cenário em que ainda não existe consenso sobre sua eficácia direta no tratamento do autismo. Segundo o comissário da agência, Martin Makary, a autorização é específica para casos confirmados de deficiência cerebral de folato, e não para todos os pacientes com TEA.

Estudos preliminares indicam possíveis melhorias em alguns quadros, porém entidades científicas destacam que os anticorpos relacionados à condição também aparecem em pessoas sem autismo, o que enfraquece uma relação causal direta. Especialistas defendem que pesquisas maiores e mais conclusivas ainda são necessárias antes de considerar a terapia como tratamento consolidado.

O tema reacendeu discussões sobre informação científica e cautela na interpretação de avanços médicos ligados ao espectro autista.

Deixe um comentário


Leia Também

Veja mais Notícias