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Quinta, 19 de março de 2026

Pai e filho, comerciantes do Camelódromo, estão entre presos em operação da PF

Investigação aponta participação de agentes públicos no esquema.

18 de mar 2026 - 16h:04 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Divulgação

Dois comerciantes do Camelódromo de Campo Grande, pai e filho, estão entre os presos na Operação Iscariotes, deflagrada nesta quarta-feira (18) pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal do Brasil.

Clenio Alisson Medeiros Tavares, de 46 anos, e Brendon Alisson Medeiros Tavares, de 26, foram detidos no residencial Alphaville 3, onde residem. Durante as buscas, um celular chegou a ser arremessado atrás de uma luminária, mas acabou localizado e apreendido pelos agentes.

Esquema envolvia contrabando e agentes públicos

Além dos comerciantes, também foram presos dois policiais civis suspeitos de integrar o esquema criminoso. Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada em crimes como:

Contrabando

Descaminho

Lavagem de dinheiro

Corrupção passiva

Violação de sigilo

A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz/MS), que identificou a atuação de uma organização especializada na importação ilegal de eletrônicos de alto valor.

Mercadorias ilegais eram distribuídas em vários estados

De acordo com a Polícia Federal, os produtos entravam no país sem documentação fiscal e eram distribuídos principalmente em Campo Grande e em cidades de Minas Gerais.

Para driblar a fiscalização, os investigados utilizavam:

Veículos com compartimentos ocultos

Mistura de cargas ilegais com mercadorias lícitas

Apoio de agentes públicos para facilitar o transporte

As apurações apontam ainda que policiais, da ativa e aposentados, teriam fornecido informações sigilosas e participado diretamente da logística do esquema.

Mandados, prisões e bloqueio milionário

Ao todo, a operação cumpriu:

4 mandados de prisão preventiva

31 mandados de busca e apreensão

90 ordens judiciais em diferentes estados

As ações ocorreram em cidades como Campo Grande, Dourados, Sidrolândia e municípios de Minas Gerais.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens avaliados em R$ 40 milhões, incluindo:

Sequestro de pelo menos 10 imóveis

Apreensão de 12 veículos

Suspensão das atividades de 6 empresas

Investigação segue em andamento

A operação é resultado de uma investigação de longo prazo e ainda busca identificar outros envolvidos no esquema.

A participação de agentes de segurança pública no grupo é considerada um dos pontos mais graves do caso, por envolver uso indevido de informações e da função pública para favorecer atividades criminosas.

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