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Domingo, 25 de janeiro de 2026

Técnico de enfermagem é preso suspeito de matar pacientes em hospital do DF

Investigação aponta aplicação intencional de substâncias que causavam parada cardíaca.

19 de jan 2026 - 14h:17 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: PCDF

Um técnico de enfermagem que atuava no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), foi preso no dia 11 de janeiro, suspeito de provocar intencionalmente a morte de três pacientes internados na unidade. O caso é investigado pela Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

De acordo com as investigações, o profissional aplicava substâncias diretamente na veia das vítimas, em doses elevadas, o que teria provocado paradas cardíacas. Em um dos casos, há indícios de que o técnico tenha injetado desinfetante em um paciente. As apurações apontam que ele se passava por médico, acessava o sistema hospitalar para realizar prescrições, buscava os medicamentos na farmácia e os aplicava de forma irregular.

Segundo o delegado Wisllei Salomão, coordenador da CHPP, vídeos de segurança e a análise detalhada dos prontuários médicos reforçam a suspeita de intencionalidade. Ainda conforme a polícia, o técnico contava com o apoio de outras duas profissionais de enfermagem, que tinham conhecimento das ações. Após a aplicação das substâncias, o grupo aguardava a reação dos pacientes e, em seguida, realizava manobras de reanimação para simular tentativas de socorro.

As duas técnicas de enfermagem também foram presas e podem responder por homicídio. As mortes ocorreram em datas distintas: em 17 de novembro, faleceram uma professora aposentada de 75 anos e um servidor da Caesb, de 63 anos. Já em 1º de dezembro, morreu um servidor dos Correios, de 33 anos.

Em nota, o Hospital Anchieta informou que identificou circunstâncias atípicas nos óbitos, instaurou um comitê interno de apuração e conduziu investigação própria. A instituição afirmou que encaminhou as evidências às autoridades e solicitou a abertura de inquérito policial. O hospital destacou que os envolvidos já haviam sido desligados da unidade e que o caso corre sob segredo de justiça, além de reafirmar colaboração integral com as investigações.

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