O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado nesta quinta-feira (19) à prisão perpétua após ser considerado culpado por liderar uma insurreição relacionada à tentativa de imposição de lei marcial em dezembro de 2024. A promotoria havia solicitado a pena de morte, sob o argumento de ameaça à ordem democrática, embora execuções não ocorram no país desde 1997.
A decisão ocorre após uma série de processos contra o ex-mandatário, de 65 anos, que já cumpre pena desde julho de 2025. Em janeiro deste ano, ele havia sido condenado a cinco anos de prisão por obstrução de Justiça — sentença referente ao primeiro de oito julgamentos criminais.
Segundo a acusação, Yoon decretou lei marcial sem seguir o devido processo legal, tentou fechar o Parlamento e restringir direitos civis. A medida acabou derrubada poucas horas depois diante da reação de congressistas e da população, desencadeando uma crise política que resultou em sua destituição.
O ex-presidente sempre negou a prática de golpe e afirmou que utilizou poderes constitucionais de emergência para preservar a ordem nacional diante do que chamou de “ditadura legislativa” da oposição. A defesa classificou a decisão como previamente definida e informou que avalia recorrer.
Entre os crimes relacionados ao caso estão a exclusão de autoridades de reuniões preparatórias, produção de documentos falsos sobre a lei marcial, tentativa de impedir a própria prisão ao permanecer escondido sob proteção da segurança presidencial e destruição de registros telefônicos.
Na legislação sul-coreana, o crime de insurreição pode levar à prisão perpétua ou pena de morte, sendo uma das poucas acusações sem imunidade presidencial.



