Crédito: Reprodução O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve a prisão preventiva de Rogério Souza de Freitas, acusado de tentativa de feminicídio em Campo Grande. A decisão liminar negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Preso desde 14 de dezembro de 2025, o carpinteiro alegou, por meio dos advogados, ausência de intenção de matar e contestou a versão dos fatos apresentada na investigação. A defesa também argumentou que ele possui residência fixa, quatro filhos e exerce atividade profissional, sustentando que não estariam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão.
Ao analisar o pedido, a desembargadora Elizabete Anache entendeu que a custódia preventiva é necessária para resguardar a integridade física da vítima e garantir a ordem pública. Segundo a magistrada, há indícios de que o acusado teria discutido com a mulher por causa de um botijão de gás e, durante o desentendimento, efetuado disparos de arma de fogo contra ela.
Na decisão, a relatora destacou a gravidade concreta da conduta atribuída e apontou a possibilidade de reiteração criminosa, considerando que o réu responde a outros processos na Capital. Com isso, a Justiça determinou a manutenção da prisão enquanto o caso segue em tramitação.



