Menu
Quinta, 19 de fevereiro de 2026

São Gabriel do Oeste volta a registrar nuvem funil; especialista explica riscos

Fenômeno pode evoluir para tornado se tocar o solo.

19 de fev 2026 - 17h:42 Créditos: Redação com informações do MídiaMax
Crédito: Reprodução

São Gabriel do Oeste registra nuvem funil pelo segundo dia seguido; fenômeno pode voltar a ocorrer

Pelo segundo dia consecutivo, moradores de São Gabriel do Oeste registraram a formação de uma nuvem funil no céu. O fenômeno também foi observado em Bandeirantes, na tarde de quarta-feira (18), chamando a atenção pela repetição em curto intervalo de tempo.

Segundo o meteorologista Vinícius Sperling, do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), embora a ocorrência seja considerada rara, as atuais condições atmosféricas favorecem novos registros nas próximas semanas.

De acordo com o especialista, a formação da nuvem funil depende de instabilidade atmosférica, combinada com calor intenso, presença de cavado, fluxo de umidade ou avanço de frente fria. A região centro-norte de Mato Grosso do Sul apresenta cenário propício, com forte instabilidade e variação significativa dos ventos — fenômeno conhecido como cisalhamento.

“O tornado, ou nuvem funil mais intensa, precisa de instabilidade termodinâmica e grande variação na direção do vento para se desenvolver”, explica.

Nos últimos dias, o enfraquecimento de um anticiclone em médios níveis — que mantinha o tempo mais firme — também contribuiu para o aumento das tempestades isoladas e do calor extremo registrado durante o Carnaval.

Diferença entre nuvem funil e tornado

Apesar da intensidade visual, não houve registro de supercélulas — nuvens responsáveis pela formação de tornados. A nuvem funil é caracterizada por ventos rotativos que não chegam a tocar o solo. Quando o funil alcança o chão, o fenômeno passa a ser classificado como tornado, que possui maior potencial destrutivo.

O meteorologista ressalta que não há dados oficiais que permitam contabilizar o número de ocorrências em 2026. Segundo ele, o Brasil não possui um sistema formal de catalogação de tempo severo, e muitos registros ocorrem em áreas pouco povoadas.

O que fazer ao avistar o fenômeno?

Embora a formação da nuvem funil possa ser observada com segurança à distância, o especialista alerta para a necessidade de cautela. Caso o funil evolua rapidamente e toque o solo, pode se transformar em tornado, com risco de danos estruturais.

“No Brasil não há previsão específica de tornados, pois seria necessário monitoramento individualizado de cada nuvem intensa com radares e outras ferramentas”, explica.

A recomendação é manter distância, observar com atenção e buscar abrigo caso haja evolução rápida do fenômeno.

Deixe um comentário


Leia Também

Veja mais Notícias