Menu
Sexta, 23 de janeiro de 2026

Contrabando de medicamentos para emagrecimento cresce na fronteira

DOF e BPMRv reforçam fiscalizações para coibir transporte ilegal.

20 de jan 2026 - 15h:47 Créditos: Redação
Crédito: Divulgação/DOF

O transporte ilegal de medicamentos usados no tratamento da obesidade e do sobrepeso tem se tornado alvo prioritário das forças de segurança de Mato Grosso do Sul. Conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, esses produtos vêm sendo apreendidos com frequência nas rodovias estaduais, sobretudo em regiões próximas à fronteira com o Paraguai.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), mais de 3 mil caixas desses medicamentos foram retiradas de circulação desde o início de 2025. Apenas nos primeiros dias de 2026, as ações já resultaram na apreensão de 189 caixas, cada uma contendo, em média, quatro unidades.

As fiscalizações são conduzidas principalmente por equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), que identificam o transporte irregular durante abordagens de rotina voltadas ao combate ao contrabando e ao descaminho.

Segundo o comandante do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, os medicamentos costumam estar escondidos junto a outras mercadorias ilegais, como eletrônicos, perfumes e cigarros, em uma tentativa de despistar a fiscalização. Por não possuírem autorização para importação, esses produtos são enquadrados como contrabando. Após a apreensão, o material é encaminhado à Polícia Federal e, posteriormente, à Receita Federal.

Um dos casos recentes ocorreu na rodovia MS-386, no distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã, quando policiais do BPMRv encontraram as canetas ocultas no compartimento do estepe de um veículo.

O comandante do BPMRv, tenente-coronel Vinícius de Souza Almeida, afirma que o aumento desse tipo de crime levou ao reforço das fiscalizações, especialmente nos corredores rodoviários próximos à fronteira. Ele destaca que, apesar das tentativas cada vez mais elaboradas de ocultação, a experiência e a atenção das equipes têm sido determinantes para identificar o transporte ilegal.

Para o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, a repressão ao contrabando desses medicamentos faz parte de uma estratégia integrada de enfrentamento aos crimes transfronteiriços. Além da ilegalidade, ele alerta para os riscos à saúde pública, já que o uso desses produtos sem prescrição médica pode causar danos graves à população.

Deixe um comentário


Leia Também

Veja mais Notícias