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Sexta, 23 de janeiro de 2026

Eleitores vão escolher dois senadores em 2026

Renovação de dois terços do Senado muda dinâmica da votação e exige atenção do eleitor.

20 de jan 2026 - 09h:00 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Nas eleições gerais de 2026, os eleitores de Mato Grosso do Sul e de todo o país irão às urnas para escolher dois senadores por estado. A mudança em relação ao pleito de 2022 ocorre por conta do sistema de renovação alternada do Senado Federal, cujos mandatos têm duração de oito anos.

Desta vez, o processo eleitoral irá renovar dois terços da Casa, o que representa 54 das 81 cadeiras do Senado. Em 2022, apenas uma vaga por estado estava em disputa.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), a urna eletrônica trará campos separados para “Senador – 1ª vaga” e “Senador – 2ª vaga”. O eleitor deve ficar atento, pois não é permitido votar duas vezes no mesmo candidato. Caso isso ocorra, o sistema valida apenas o primeiro voto e anula automaticamente o segundo.

O TRE-MS esclarece ainda que é permitido votar em dois candidatos do mesmo partido, desde que sejam nomes diferentes.

Ordem de votação na urna

A eleição de 2026 contará com a escolha de representantes para seis cargos eletivos. A Justiça Eleitoral orienta que o eleitor utilize uma “cola eleitoral” para evitar erros. A sequência de votação será:

  • Deputado Federal (4 dígitos)
  • Deputado Estadual (5 dígitos)
  • Senador – 1ª vaga (3 dígitos)
  • Senador – 2ª vaga (3 dígitos)
  • Governador (2 dígitos)
  • Presidente da República (2 dígitos)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que a eleição para o Senado é majoritária simples, sendo eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado.

Tentativas de mudança no sistema

Propostas para alterar a dinâmica da votação já foram debatidas no Congresso Nacional, mas não avançaram. Um exemplo é o Projeto de Lei nº 4.629/2024, que sugeria conceder apenas um voto por eleitor na renovação de dois terços do Senado. A proposta acabou sendo retirada de pauta pelo autor, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Eleitores sabem como funciona?

Nas ruas de Campo Grande, a reportagem ouviu eleitores sobre o funcionamento da eleição para o Senado. A professora Meire Valdez, de 55 anos, afirmou não se lembrar da necessidade de escolher dois nomes. A aposentada Lindete Faustino, de 72, também demonstrou dúvida quanto ao número de votos.

Em contrapartida, a cozinheira Amanda Caxias afirmou conhecer a dinâmica e destacou o papel dos senadores na destinação de emendas parlamentares para os estados.

O cientista político Daniel Moreira explica que o Senado atua como Casa revisora das leis, representando os estados de forma igualitária, independentemente do tamanho da população. Segundo ele, a Câmara dos Deputados concentra a representação popular, enquanto o Senado exerce um papel de equilíbrio institucional.

Moreira destaca ainda que o mandato de oito anos tem origem histórica, sendo uma herança do período de transição do Império para a República, quando os cargos deixaram de ser vitalícios.

Atenção aos suplentes

Outro ponto que exige atenção do eleitor é a composição das chapas. Cada candidato ao Senado concorre acompanhado de dois suplentes, que podem assumir o cargo em caso de afastamento do titular.

Para o comerciante Claudio Frigeri, isso aumenta a responsabilidade do voto, já que o suplente pode exercer o mandato. Já a aposentada Lindete Faustino afirma confiar na escolha feita pelo candidato principal, acreditando que ele indicará pessoas capacitadas para a função.

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