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Quinta, 19 de fevereiro de 2026

Bolsonaro prova que é culpado ao pedir anistia para 8/1, diz Lula

Lula concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (20/2) e comentou denúncia da PGR contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

20 de fev 2025 - 09h:43 Créditos: Correio Braziliense
Crédito: O presidente Lula concedeu nesta quinta-feira (20/2) entrevista para a Rádio Tupi, dos Diários Associados. - (crédito: Reprodução/Youtube @Rádio Tupi)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (20/2) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao pedir anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, "ele está provando que ele é culpado". Para Lula, Bolsonaro deveria estar provando que é inocente das acusações de ter liderado uma tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista à Rádio Tupi, dos Diários Associados, Lula, em tom duro, disse ainda que considera graves as denúncias feitas nesta semana pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e seus aliados, e que, se condenado, a única saída do ex-presidente é ser preso.

"Quando o ex-presidente fica pedindo anistia, ele está provando que ele é culpado. Ele está provando que ele cometeu um crime. Ele deveria estar falando: eu vou provar a minha inocência. Mas ele está pedindo anistia", declarou Lula ao ser questionado sobre o projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, defendido pela oposição no Congresso Nacional e por Bolsonaro.

"Ele está dizendo: 'gente, eu sou culpado.Eu tentei bolar um plano para matar o Lula, para matar o Alckmin, para matar o Alexandre de Moraes, não deu certo porque eu tive uma diarreia no dia, fiquei com medo. Tive que voar antecipadamente para os EUA para não ficar com vergonha de dar posse para o meu adversário, então por favor, me perdoe antes de eu ser condenado'", acrescentou ainda o presidente.

Denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro e 33 outros

Lula afirmou que não pode comentar sobre questões judiciais, mas considerou grave a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e seus aliados. Segundo a Polícia Federal e a PGR, um grupo de cerca de 34 pessoas, em sua maioria militares, liderou uma tentativa de golpe, incluindo tentativa de assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

"Eu tenho certeza que, se for provado, ele (Bolsonaro) só tem uma saída: ser preso. Ele e quem participou dessa quadrilha que estava não tentando governar, mas tentando tomar conta do país como se fosse propriedade privada", afirmou Lula sobre a denúncia.

"Obviamente que eu acho que eles terão direito de se defender, de dizer que é mentira, mas se for provado não tem outra solução se não ser condenado", acrescentou ainda o petista. 

Para Lula, caso condenados, os investigados merecem "uma boa cela e um tratamento com respeito aos direitos humanos".

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19 de fev 2026 - 17h:15

Na política, há obras que nascem duas vezes: a primeira no papel, a segunda na memória seletiva de quem tenta reivindicar a paternidade. Em Dourados, o CAPS AD entrou exatamente nessa disputa simbólica — e o prefeito Marçal Filho decidiu colocar os pingos nos is. Isso, depois da estocada verbal do deputado Geraldo Resende. O “outro lado” resolveu responder com dados, cronologia e articulação institucional. Não com bravata, mas com a narrativa de quem afirma ter ido além do discurso: ter ido a Brasília, ajustado contas e colocado dinheiro próprio na mesa. O deputado estadual Zé Teixeira foi enfático ao afirmar que a experiência acumulada por Marçal como deputado federal e estadual está fazendo diferença na atual gestão. “O Marçal conhece os caminhos que precisam ser percorridos para destravar obras, convênios e projetos”, resumiu. Em política pública, conhecer os caminhos é quase tão importante quanto ter o recurso. E, segundo os aliados do prefeito, foi exatamente isso que fez o CAPS sair da condição de promessa reincidente para obra concreta. Houve um momento, no passado, em que o município poderia ter executado o projeto e optou por não fazê-lo. Em 2023, o governo federal reincluiu o CAPS no PAC Saúde. Ainda assim, o risco de perder os valores rondou novamente a iniciativa por falta de andamento. Foi na atual gestão que, segundo a Prefeitura, a liberação foi garantida em definitivo — com um gesto político que diz muito: o município assumiu contrapartida superior à da própria União para assegurar a execução. Em números arredondados, trata-se de um investimento próximo de R$ 5 milhões, sendo pouco mais de R$ 2,3 milhões federais e cerca de R$ 2,5 milhões de recursos próprios. Não é detalhe contábil; é escolha administrativa. Marçal sustenta que a saúde é prioridade absoluta e que a aplicação de recursos municipais no CAPS só foi possível após ajustes fiscais e economia interna. Governar, diz ele, é definir onde apertar e onde investir. E, diante das limitações, a decisão foi concentrar esforços na rede pública. O CAPS AD III terá estrutura de aproximadamente 700 metros quadrados, erguida em uma área pública ampla no Jardim Novo Horizonte. A previsão é que a unidade esteja pronta ainda este ano. Mais que paredes e concreto, o que se constrói ali é um espaço de acolhimento permanente para casos de dependência química e transtornos graves — atendimento que, na prática, desafoga famílias e reduz reflexos na segurança pública. O vereador Márcio Pudim lembrou justamente disso: quem está na linha de frente sabe que a dependência química é drama diário nos bairros e também nos gabinetes. O CAPS, nesse cenário, deixa de ser apenas equipamento de saúde e passa a ser ferramenta social. Representando a Assembleia Legislativa, Zé Teixeira ampliou o foco e ressaltou que a obra atende Dourados e toda a região. Ele voltou a frisar que o projeto só saiu do papel porque houve articulação para garantir recursos federais e aplicação de verba própria — combinação que exige diálogo e trânsito político. Aliás, a palavra diálogo apareceu mais de uma vez. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que grandes obras só acontecem quando há harmonia entre Prefeitura, Câmara, bancada federal e governo estadual. Para ele, apenas quem convive com dependentes químicos ou pacientes com transtornos severos entende o drama da busca por atendimento adequado. O CAPS, disse, é acolhimento, é suporte especializado, é alívio para famílias inteiras. Barbosinha também elogiou a condução administrativa de Marçal Filho, enfatizando que transparência faz diferença na gestão pública e que sensibilidade social não é acessório — é obrigação. No discurso do prefeito, o CAPS não está isolado. Ele o conecta à nova UBS do Jardim dos Estados, à base do Samu e à futura policlínica municipal. Um pacote que, segundo a gestão, representa a retomada de investimentos após mais de uma década sem novas unidades de saúde na cidade. No fim, a disputa sobre “paternidade” talvez revele algo simples: na política, pai é quem cria. E criar, nesse caso, significa garantir recurso, assumir contrapartida, ajustar orçamento e iniciar a obra. Se ontem houve estocada, hoje houve resposta. E Marçal Filho preferiu responder com ordem de serviço assinada, canteiro montado e cronograma correndo. Porque, às vezes, pôr os pingos nos is é só isso: transformar promessa em parede erguida.

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