Crédito: Reprodução O consumo de suplementos alimentares segue em expansão no Brasil, com destaque para o público feminino. Dados da segunda edição da Pesquisa de Mercado da ABIAD indicam que os produtos já estão presentes em 59% dos lares brasileiros. Entre setembro de 2020 e dezembro de 2022, o avanço no consumo foi superior a 23%.
Levantamento da Famivita aponta que 35% das mulheres utilizam algum tipo de suplementação, enquanto 80% acreditam que esses produtos contribuem para a promoção da saúde. O cenário acompanha o crescimento do mercado wellness, segmento voltado ao bem-estar físico e mental.
Segundo Sandro Botta, CEO da Hilê Indústria de Alimentos, o perfil da consumidora mudou nos últimos anos. De acordo com ele, as mulheres estão mais informadas e exigentes, avaliando não apenas os ingredientes, mas também a procedência da marca, os processos industriais e os controles de qualidade.
O setor também passa por atualização regulatória. Em setembro de 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou a RDC 843/2024, que reorganiza as regras para suplementos alimentares no país. A partir de setembro de 2026, os fabricantes deverão apresentar testes de estabilidade que comprovem que a composição indicada no rótulo permanece válida até o fim do prazo de validade.
No segmento voltado à saúde feminina, ganham espaço fórmulas com óleos vegetais como prímula e borragem, fontes de ácido gama-linolênico (GLA), além de combinações com L-triptofano. A tendência é de maior padronização técnica, transparência nas informações e foco no consumo consciente e de longo prazo.



