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Sábado, 11 de abril de 2026

Alunas denunciam delegado por assédio durante aulas na Acadepol em MS

Delegado nega acusações e diz que conteúdos foram retirados de contexto.

20 de mar 2026 - 17h:50 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Arquivo

Alunas do curso de formação da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul denunciaram o delegado Wellington de Oliveira por supostos casos de assédio sexual, moral e falas consideradas ofensivas e misóginas durante aulas ministradas na instituição.

Denúncias em sala de aula

De acordo com relatos, as ocorrências teriam sido registradas em diferentes turmas. Entre as situações denunciadas, estão perguntas de cunho íntimo e comentários considerados inadequados no ambiente de ensino.

Segundo os depoimentos, o delegado teria feito questionamentos pessoais às alunas e utilizado exemplos com teor sexual durante explicações em sala, o que gerou desconforto entre os estudantes.

Além disso, há relatos de suposto assédio moral, com declarações que teriam desencorajado eventuais denúncias.

Caso está sob investigação

As denúncias foram formalizadas junto à direção da Academia de Polícia Civil (Acadepol), que encaminhou o caso para a Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Uma ata foi elaborada com assinaturas de alunos, incluindo representantes de turma e testemunhas. A expectativa é que vítimas e demais envolvidos sejam ouvidos nos próximos dias para esclarecimentos.

Em nota, a Polícia Civil confirmou a existência das denúncias e informou que o caso já está sendo apurado. Também foi destacado que o delegado não está mais ministrando aulas no momento.

Delegado nega acusações

Procurado, Wellington de Oliveira negou as acusações. Ele afirmou que os conteúdos abordados em aula fazem parte da disciplina de investigação criminal e envolvem simulações baseadas em situações reais.

Segundo ele, eventuais falas podem ter sido retiradas de contexto e interpretadas de forma equivocada. O delegado também destacou que leciona há cerca de 20 anos sem registros anteriores de problemas semelhantes.

Apuração em andamento

O caso segue sob análise da Corregedoria e deve avançar com a coleta de depoimentos e demais provas. A investigação irá determinar se houve conduta incompatível com a função pública e eventual responsabilização.

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