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Sábado, 21 de fevereiro de 2026

Ex-goleiro paraguaio se entrega após investigação revelar elo entre futebol e narcotráfico

Operação aponta uso do prestígio esportivo para intermediar negociações de cocaína na fronteira.

21 de fev 2026 - 12h:00 Créditos: Redação com informações do Campo Grande News
Crédito: ABC en el Este

O ex-goleiro paraguaio Victor Hugo Centurión Miranda, de 39 anos, se entregou à Polícia Nacional do Paraguai nesta sexta-feira (20), após ser considerado foragido em uma investigação que apura ligações com o tráfico internacional de drogas na região de fronteira com Mato Grosso do Sul.

A prisão ocorre no âmbito da Operação Nexus 2, conduzida por autoridades paraguaias especializadas no combate ao narcotráfico. A ação cumpriu mandados de busca em diversas cidades do país, incluindo Assunção, Mariano Roque Alonso, Itacurubí de la Cordillera, Yataity del Norte e San José de los Arroyos, além de inspeções em penitenciárias.

Segundo o Ministério Público, o grupo investigado teria ligação com o narcotraficante internacional Sebastián Marset e utilizava estruturas do futebol profissional para lavagem de dinheiro e intermediação de negociações ilícitas. Ao todo, oito pessoas foram indiciadas.

As investigações apontam que Centurión teria usado o prestígio conquistado no esporte para facilitar contatos entre traficantes. Áudios interceptados indicam sua participação em tratativas para compra de cocaína realizadas em julho de 2022, na cidade fronteiriça de Capitán Bado.

De acordo com os promotores, o ex-atleta também presenteava integrantes da organização com camisetas da seleção paraguaia, estratégia que ajudaria a fortalecer relações de confiança dentro do esquema criminoso.

Entre os presos estão Alexis Vidal González Zárate, apontado como líder do grupo, além de outros suspeitos ligados à logística e intermediação do tráfico. Dois investigados permanecem foragidos, incluindo um empresário do futebol e um ex-policial.

Centurión teve destaque no futebol paraguaio, chegando a disputar a final da Copa Libertadores pelo Club Olimpia e sendo convocado para a seleção nacional em 2015. A investigação sustenta que essa trajetória teria sido utilizada como ferramenta para aproximação com organizações criminosas.

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