Crédito: Ilustrativa/Empiricus Mato Grosso do Sul registrou avanço significativo no perfil de renda da população nos últimos anos. Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que 84,07% dos moradores do Estado pertencem atualmente às classes A, B e C. Em 2022, esse percentual era de 80,28%, o que representa um crescimento de 3,79 pontos percentuais até 2024.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o resultado está diretamente ligado à elevação da renda no Estado, refletindo melhorias no mercado de trabalho e o impacto de políticas públicas voltadas à inclusão social.
Pela classificação adotada no estudo, a classe A reúne famílias com renda mensal acima de 20 salários mínimos, valor que equivale a cerca de R$ 27 mil, considerando o salário mínimo médio de 2023. A classe B engloba rendimentos entre 10 e 20 salários mínimos, faixa que varia de aproximadamente R$ 13 mil a R$ 26 mil. Já a classe C corresponde a famílias com renda entre 4 e 10 salários mínimos, ou seja, de R$ 5.200 a R$ 13 mil.
Com isso, em 2024, mais de 84% da população sul-mato-grossense passou a ter renda mensal superior a R$ 5.200, consolidando a predominância das classes intermediárias e de maior poder aquisitivo no Estado.
No cenário nacional, o levantamento da FGV indica que cerca de 17,4 milhões de brasileiros deixaram a condição de pobreza e migraram para faixas de renda mais elevadas no mesmo período, um avanço de 8,44 pontos percentuais. O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da renda do trabalho e pela combinação de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de programas de acesso à educação e ao crédito.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números demonstram a efetividade das ações voltadas à população de baixa renda, que possibilitaram a ascensão de milhões de brasileiros à classe média.



