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Sexta, 23 de janeiro de 2026

Mulheres são presas suspeitas de dopar idosos e aplicar golpes em MS

Vídeos gravados pelas suspeitas ajudaram nas prisões.

22 de jan 2026 - 16h:48 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul desarticulou parte de um esquema criminoso que tinha idosos como alvo em Santa Rita do Pardo, cidade localizada a 228 quilômetros de Campo Grande. Duas mulheres foram presas na manhã de quarta-feira (21), suspeitas de sedar vítimas, registrar imagens delas desacordadas e realizar furtos em dinheiro e transferências bancárias.

A investigação teve início após um idoso procurar a delegacia na madrugada de terça-feira (20). Ele relatou que recebeu uma mulher em sua residência e, durante o encontro, passou a se sentir mal após ingerir uma substância. Ao acordar, percebeu que havia sido dopado e que parte do dinheiro guardado em casa havia desaparecido.

Segundo o relato, foram levados cerca de R$ 3,5 mil em espécie, além de uma transferência via Pix no valor de R$ 350 realizada enquanto a vítima estava inconsciente. O caso avançou após os policiais terem acesso a um vídeo gravado pelas próprias suspeitas, no qual elas aparecem zombando do idoso desacordado.

Durante o aprofundamento das diligências, a polícia identificou que as mesmas mulheres já eram investigadas por um crime semelhante registrado no dia 8 de janeiro, também em Santa Rita do Pardo, envolvendo outro idoso e o mesmo método de atuação.

Com base nas provas reunidas, as duas suspeitas foram localizadas e presas. No decorrer da apuração, a Polícia Civil também identificou uma terceira mulher apontada como integrante do grupo, além de outros dois possíveis participantes. A terceira suspeita ainda não foi localizada.

Em buscas realizadas no imóvel utilizado pelas investigadas, os policiais encontraram cartões bancários pertencentes a terceiros, um caderno com anotações de dados financeiros, seis máquinas de cartão, comprimidos de clonazepam — medicamento controlado com efeito sedativo —, além de dinheiro em espécie, uma televisão sem comprovação de origem e porções de cocaína.

As investigações seguem em andamento para identificar novas vítimas, recuperar valores e localizar os demais envolvidos no esquema.

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