Crédito: Divulgação Com foco na ressocialização e na redução da reincidência criminal, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) tem ampliado a oferta de cursos profissionalizantes para pessoas privadas de liberdade em Mato Grosso do Sul. A iniciativa fortalece a educação como um dos principais pilares da política penitenciária estadual.
Qualificação como ferramenta de reintegração
Coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária, as ações transformam unidades prisionais em espaços de aprendizado e preparação para o mercado de trabalho. Para 2026, estão previstas cerca de 2 mil vagas em cursos presenciais, abrangendo áreas como marcenaria, serralheria, construção civil, corte e costura, informática e serviços administrativos.
Além disso, parcerias institucionais ampliam o alcance das capacitações, incluindo cursos a distância e formações complementares em áreas como saúde, empreendedorismo e línguas.
Parcerias ampliam alcance das ações
Em parceria com o Senai, 160 internos participam de cursos técnicos como elétrica básica, manutenção de ar-condicionado, costura, marcenaria e assistente administrativo. Já em municípios como Paranaíba e Ponta Porã, 280 reeducandos atuam diretamente em obras estruturais, unindo teoria e prática.
Outras iniciativas incluem:
- 800 vagas por meio da Funtrab
- 70 oportunidades pelo programa Mulheres Mil
- 140 vagas para formação de encanadores hidráulicos em Campo Grande
Educação também reduz pena
Além da qualificação profissional, a participação nos cursos contribui para a remição da pena. A cada 12 horas de estudo, um dia é reduzido do tempo de cumprimento, incentivando a adesão às atividades educacionais.
Histórias de transformação
No Instituto Penal de Campo Grande, o curso de marcenaria tem se destacado pela qualidade técnica. Segundo instrutores, os participantes saem preparados para atuar no mercado formal ou de forma autônoma.
Para os internos, a experiência representa uma oportunidade concreta de recomeço. Muitos destacam que, além de aprender uma profissão, os cursos ajudam a ocupar o tempo de forma produtiva e a reconstruir perspectivas de futuro.
Impacto social e segurança pública
De acordo com a Agepen, investir em educação e trabalho no sistema prisional contribui diretamente para a segurança pública, ao reduzir a reincidência criminal e promover a reintegração social.
As ações já estão em andamento em unidades da capital e do interior, incluindo cursos voltados ao público feminino e iniciativas adaptadas para atender internos que trabalham durante o dia.



