Crédito: Divulgação Primeiro eu quero agradecer a Deus por estarmos aqui e agradecer de modo muito especial a senhora Elizabeth Mrema, Diretora-Executiva Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
Quero cumprimentar a Sra. Amy Fraenkel, secretária-executiva da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (CMS). Muito obrigada pelo trabalho e por todo esforço,
Biólogo, presidente designado da COP15 da CMS e Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Sr. João Paulo Capobianco e, junto com ele, toda a equipe que liderou esse processo durante todos esses meses após termos feito a COP30, junto com o Ministério de Relações Exteriores;
Estar aqui, vendo todos os senhores e senhoras, é fruto de um trabalho intenso, de pessoas como o presidente designado, ambientalista, biólogo, dedicado a vida toda à proteção da biodiversidade;
A pesquisadora Rita Mesquita, nossa secretária de Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais;
O biólogo e presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho;
Do nosso presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires;
E de pessoas como o Bráulio (Dias, diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA) que, na pessoa dele, quero parabenizar a toda a nossa equipe. Esse trabalho só é possível graças a uma forte parceria com o Secretariado da Convenção e a essa equipe que se dedicou incansavelmente.
Sr. Embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do MRE. Muito obrigada, você aqui representando o nosso Embaixador Mauro Vieira, por todo o trabalho e consideração;
Governador Eduardo Riedel, que foi a pessoa que de primeiro momento que se dispôs a sediar essa COP e com uma parceria que foi muito profícua para que tivéssemos esse resultado, juntamente com sua equipe;
Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande, que terá o nome da cidade inscrito para sempre nessa COP15. Muito obrigada, Adriane;
Eloy Terena, secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, que nos honra com a sua presença, representando aqui os povos originários e todas as populações tradicionais do Brasil;
Doutor Herman Benjamin, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, é uma pessoa que dedica a sua vida a fazer da justiça ambiental uma forma de estendê-la para os seres humanos.
Quero, em primeiro lugar e em nome do Presidente Lula da Silva, que ontem participou do Segmento de Alto Nível, tenho a honra de dar o pontapé inicial desta 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).
A decisão de sediar uma reunião desse porte, apenas 4 (quatro) meses após a realização da COP-30 do Clima, demonstra mais uma vez o forte compromisso do Governo do Brasil com a sustentabilidade e com o multilateralismo.
Quero começar agradecendo a gente desta linda cidade e do Estado do Mato Grosso do Sul, que nos recebe com tanta generosidade e exuberância de vida.
O Pantanal é uma terra de encontros. Portanto, sejam muito bem-vindos. É onde rios se tornam lagos, onde a floresta se abre em campos, onde as aves do norte e do sul encontram pouso. É uma fronteira viva, um ecótono que nos lembra que a vida floresce na passageme que a natureza não se divide em linhas rígidas, mas se entrelaça em transições generosas.
É esta visão inspiradora que deve guiar os trabalhos desta Conferência. Precisamos conectar nações, políticas, ciência e saberes tradicionais para garantir que as espécies migratórias sigam seu caminho.
A vida é travessia, é encontro, é continuidade. Proteger essas rotas é alimentar a esperança de que o planeta permaneça vivo e diverso.
Vivemos um tempo de urgência. O relatório divulgado pela CMS sobre o estado de conservação das espécies migratórias mostra que 49% apresentam declínio populacional e 24% já se encontram ameaçadas de extinção.
Fatores de pressão como a crise climática, a degradação dos ecossistemas, a perda de biodiversidade e a poluição impactam não só as espécies migratórias, mas também a segurança alimentar, a qualidade da água e o equilíbrio da vida no planeta.
É por isso que esta COP15 precisa trazer avanços importantes no que se refere:
à ampliação da proteção de espécies contempladas nos anexos da Convenção;
à promoção de novas iniciativas de cooperação internacional, destinadas à proteção simultânea de várias espécies; e
ao fortalecimento de ações transversais em temas como conectividade ecológica e mudança do clima.
Nos próximos dias, teremos a oportunidade de lançar uma mensagem clara ao mundo: se trabalharmos juntos, é possível conciliar desenvolvimento e conservação; é possível gerar riqueza sem destruir o patrimônio natural que nos sustenta, promovendo assim um novo ciclo de prosperidade.
Ao sediar a COP15, o Brasil quer reacender a chama do multilateralismo, em tempos tão desafiadores, em favor da biodiversidade.
Quero agradecer, com muita alegria, mais uma vez, a cidade de Campo Grande por nos acolher. Muito obrigada a todos os que vieram para somar esforços.
Que esta Conferência seja um passo decisivo para garantir que as espécies continuem a voar, nadar e caminhar pelo planeta, lembrando-nos de que a vida é movimento e que o futuro desta e das próximas gerações depende da nossa coragem de agir agora.
A governança das espécies migratórias não é territorializada, é uma governança em fluxo que possamos estabelecer nesta COP15 o fluxo da vida em favor da nossa vida e de todas as formas de vida existentes no planeta. Sejam todos bem-vindos.
Muito obrigada.



