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Quinta, 09 de abril de 2026

Polícia Civil atualiza protocolo de atendimento a mulheres vítimas de violência em MS

Protocolo prioriza atendimento humanizado e prevenção ao feminicídio.

23 de mar 2026 - 15h:41 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Divulgação

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Polícia Civil, publicou uma nova portaria que atualiza o protocolo de atendimento a meninas e mulheres vítimas de violência doméstica, familiar e de gênero. O documento estabelece diretrizes obrigatórias para todas as unidades policiais do Estado.

Atendimento padronizado e humanizado

A medida tem como principal objetivo padronizar o atendimento, garantir acolhimento humanizado e evitar a revitimização das vítimas. O protocolo também reforça a necessidade de atuação alinhada à legislação vigente e às políticas públicas de proteção à mulher.

As novas regras passam a valer para delegacias comuns, especializadas e unidades com Sala Lilás, abrangendo todo o fluxo de atendimento.

Regras mais rígidas e proteção ampliada

O protocolo define procedimentos claros, como:

  • Escuta qualificada e acolhimento adequado
  • Avaliação de risco com formulário nacional
  • Solicitação imediata de medidas protetivas
  • Coleta de provas e atuação em flagrante
  • Encaminhamento à rede de apoio
  • Monitoramento de casos de alto risco

Também há prioridade para situações com potencial de feminicídio, com respostas mais rápidas e integradas.

Estrutura e privacidade das vítimas

Entre os destaques está o fortalecimento das Salas Lilás, espaços voltados ao atendimento reservado. As unidades deverão adotar medidas para garantir privacidade, evitar exposição e impedir o contato da vítima com o agressor.

O protocolo também prevê atenção a grupos vulneráveis, com possibilidade de uso de intérpretes e mediadores para mulheres indígenas e pessoas com deficiência.

Avanço institucional no combate à violência

Segundo a Polícia Civil, a atualização representa um avanço na uniformização dos procedimentos e na segurança jurídica dos agentes, além de ampliar a proteção às vítimas.

O normativo também prevê capacitação dos policiais e integração com serviços de saúde, assistência social e órgãos de defesa dos direitos da mulher, fortalecendo o enfrentamento à violência de forma mais eficaz.

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