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Segunda, 27 de abril de 2026

Operação desmantela esquema milionário de fraudes na saúde em MS

Grupo é investigado por manipular ações judiciais para obter recursos públicos com medicamentos de alto custo.

23 de abr 2026 - 07h:54 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Divulgação PCMS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Dracco, deflagrou nesta quinta-feira (23) uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes estruturadas na judicialização da saúde.

A ação ocorre em conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul e a Receita Federal, como parte de um esforço integrado de combate à corrupção e ao crime organizado.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. No Estado, as diligências ocorreram em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Já em São Paulo, os alvos estão na capital, Barueri e Itu, enquanto em Minas Gerais as ações foram realizadas em Nova Lima.

As investigações começaram em setembro de 2025 e apontam a existência de um esquema estruturado, com divisão de funções, voltado à obtenção indevida de recursos públicos por meio de decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos de alto custo, principalmente oncológicos.

De acordo com a apuração, o grupo atuava por meio de diferentes núcleos. Um deles seria responsável por organizar orçamentos e documentos para dar aparência de legalidade às ações. Outro núcleo jurídico atuaria para inserir empresas nos processos. Já o braço empresarial utilizaria estabelecimentos sem estrutura adequada para emissão de notas fiscais e recebimento dos valores.

Ainda segundo os investigadores, havia participação de assessorias de importação, que adquiriam medicamentos no exterior por valores menores do que os cobrados do poder público. Após decisões judiciais, parte significativa dos recursos ficaria com as empresas envolvidas, enquanto apenas uma parcela seria destinada à compra dos remédios.

As autoridades também identificaram indícios de fornecimento de medicamentos sem registro na autoridade sanitária, além de falhas na rastreabilidade, transporte e armazenamento, o que pode representar risco direto à saúde dos pacientes.

A operação busca reunir provas, interromper as atividades do grupo, responsabilizar os envolvidos e proteger tanto os cofres públicos quanto a saúde da população.

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