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Domingo, 01 de fevereiro de 2026

Uso de caneta emagrecedora irregular deixa mulher paralisada em BH

Produto proibido no Brasil teria desencadeado a Síndrome de Guillain-Barré.

24 de jan 2026 - 09h:35 Créditos: Redação, com informações da Folha de Dourados
Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher de 42 anos, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, está internada em estado grave desde dezembro, em Belo Horizonte (MG), após utilizar uma injeção para emagrecimento adquirida no Paraguai, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com familiares, Kellen comprou a medicação sem prescrição médica ou acompanhamento profissional. Logo após a primeira aplicação, ela passou a apresentar fortes dores abdominais, dando início a uma sequência de complicações graves.

Com a evolução do quadro, a mulher desenvolveu problemas neurológicos, apresentou sangramento urinário e, posteriormente, ficou totalmente paralisada. A principal suspeita médica é de que ela tenha desenvolvido a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara que atinge o sistema nervoso e pode causar paralisia em casos mais severos.

O medicamento utilizado por Kellen é conhecido como Lipoless, um produto divulgado como análogo à tirzepatida, substância presente no Mounjaro, fármaco indicado para tratamento de diabetes e que passou a ser utilizado para emagrecimento nos últimos anos.

Segundo a Anvisa, o Lipoless é proibido no Brasil, não possui autorização para fabricação ou comercialização no país e sua entrada deve ser barrada pelas autoridades sanitárias. Ainda assim, o produto tem sido comercializado de forma irregular, principalmente por meio de importação do Paraguai.

O caso acende um alerta sobre os riscos do uso de medicamentos sem aprovação e sem orientação médica.

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