
Emiliana Mendes, de 65 anos, foi morta por asfixia e arrastada por aproximadamente 100 metros pelas ruas da cidade de Juti. O suspeito, companheiro dela, Vanderson dos Santos Carneiro, 35, foi preso na rodovia enquanto fugia sentido a Caarapó, na manhã desta segunda-feira (24). Este é o quinto feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul.
A polícia só teve conhecimento dos fatos na manhã desta segunda, quando foi informada sobre um corpo em quitinete na região central da cidade. "De início seria possibilidade de suicídio ou morte natural. Mas, quando chegamos e vimos o corpo, encontramos indícios de crime, pois havia sinais de que ela foi arrastada de fora para dentro da casa", disse o delegado Edson Leandro Santiago.
Foi apurado que o crime ocorreu entre a noite de ontem (23) ou madrugada de hoje. Então, as diligências começaram para elucidar como se deram os fatos. "Chegamos à identificação do suspeito, o companheiro dela, e acionamos apoio da polícia de Caarapó, porque a estrada seria a possível rota de fuga", explica Edson.
Os policiais, então, fizeram varredura e conseguiram encontrar Vanderson na estrada. Ele havia trocado de camiseta, a fim de prejudicar a identificação, mas foi reconhecido. "Ele confessou o crime, afirmando que matou ela por esganadura em um terreno baldio após discussão". O motivo do desentendimento entre o casal ainda é investigado.
Ainda, depois de matá-la, há indícios de que Vanderson dos Santos arrastou a vítima até a quitinete onde o casal morava, a cerca de 100 metros de distância do terreno baldio. Outros detalhes ainda são apurados pela Polícia Civil.

Feminicídios em MS
O primeiro feminicídio do ano aconteceu no dia 1º de fevereiro, em Caarapó, quando o ex-companheiro de Karin Corin, de 29 anos, atirou contra a jovem. Ele também matou a amiga de Karina, Aline Rodrigues, de 32 anos, que estava na loja onde as duas foram atacadas pelo homem.
O segundo foi a indígena Juliana Dominguez, de 28 anos, morta a golpes de foice durante a noite. O principal suspeito de cometer o crime é o companheiro da jovem, que fugiu após o crime.
O terceiro caso é o da jornalista e criadora de conteúdo, Vanessa Ricarte, de 42 anos. Ela foi brutalmente atacada pelo ex-noivo, Caio Nascimento, no dia 12 de fevereiro. A morte de Vanessa resultou em discussões sobre a reformulação da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. A jornalista foi morta hora após pedir medida de proteção contra o ex-noivo.
No último sábado (22), a jovem Mirieli Santos, de 26 anos, foi baleada pelo ex-marido, em Água Clara. O suspeito chegou a levar a mulher ao hospital, mas fugiu. A defesa do homem alega que o tiro foi acidental.