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Terça, 24 de fevereiro de 2026

Arquivos do Caso Epstein que citariam Trump teriam sido omitidos, aponta NPR

Investigação jornalística diz que registros mencionando Trump não foram incluídos em arquivos públicos.

24 de fev 2026 - 17h:54 Créditos: Redação com informações do MídiaMax
Crédito: Reprodução X

Uma reportagem da rádio pública norte-americana National Public Radio (NPR) afirma que parte dos documentos relacionados ao Caso Epstein, divulgados pelo governo dos Estados Unidos no fim de janeiro, teria sido retirada do material disponibilizado ao público. Entre os arquivos ausentes estariam registros que mencionavam o presidente Donald Trump em acusações históricas de abuso sexual envolvendo uma menor de idade.

Segundo a investigação jornalística, mais de 50 páginas contendo entrevistas realizadas pelo FBI, além de anotações internas que citariam o nome de Trump, não aparecem na base oficial divulgada pelo governo. A NPR afirma ter identificado lacunas ao comparar números de série de documentos divulgados antes e depois das páginas supostamente omitidas.

Acusações e conteúdos dos arquivos

De acordo com a reportagem, uma mulher teria relatado em depoimento que foi abusada sexualmente aos 13 anos, após ter sido apresentada a Trump pelo financista Jeffrey Epstein décadas atrás. Os documentos também mencionariam encontros sociais entre o então empresário e Epstein em festas e eventos privados.

Outro material apontado como ausente seria o depoimento de uma testemunha considerada relevante no processo que resultou na condenação de Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein e considerada cúmplice do esquema de tráfico sexual.

Resposta da Casa Branca

Em nota enviada à NPR, a Casa Branca declarou que Donald Trump está “totalmente livre de qualquer acusação relacionada a Epstein”. O comunicado destacou ainda que o presidente colaborou com investigações, autorizou a divulgação de milhares de páginas de documentos e apoiou medidas de transparência ligadas ao caso.

Contexto do Caso Epstein

Jeffrey Epstein foi preso por acusações de tráfico sexual de menores e morreu em agosto de 2019 em uma prisão federal, enquanto aguardava julgamento. Já Ghislaine Maxwell foi condenada em dezembro de 2021 a 20 anos de prisão por participação no esquema.

O Caso Epstein continua sendo alvo de investigações e debates públicos nos Estados Unidos, especialmente após novas divulgações de documentos oficiais.

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