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Quarta, 25 de fevereiro de 2026

Moraes afirma no STF que provas confirmam irmãos Brazão como mandantes da morte de Marielle

Relator do caso diz que elementos apresentados pela PGR não deixam dúvidas sobre autoria intelectual.

24 de fev 2026 - 14h:37 Créditos: Redação com informações da Agência Brasil
Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que julga os supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, afirmou nesta terça-feira (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), que as provas reunidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) indicam de forma clara a responsabilidade dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão pelo crime.

Durante sessão da Primeira Turma da Corte, Moraes declarou que os elementos apresentados pela acusação não deixam dúvidas sobre a participação dos investigados na execução do plano criminoso. Segundo o relator, Domingos e Chiquinho Brazão teriam atuado como mandantes, enquanto o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula participou do monitoramento da vítima e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, teria auxiliado na articulação do crime.

Também figura entre os réus o ex-policial militar Robson Calixto, apontado como responsável por fornecer a arma utilizada na execução. Todos os acusados estão presos preventivamente.

De acordo com a denúncia baseada, entre outros elementos, na delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa — que confessou ter efetuado os disparos — o assassinato estaria ligado aos interesses econômicos de um grupo criminoso envolvido em grilagem de terras, loteamentos irregulares e exploração imobiliária ilegal no Rio de Janeiro.

Ao apresentar o relatório do caso, Moraes destacou que as investigações ouviram nove testemunhas de acusação e 46 de defesa. Conforme a PGR, organizações criminosas associadas a milícias utilizavam áreas ocupadas irregularmente como base política e econômica, beneficiando campanhas eleitorais dos irmãos Brazão.

Segundo o ministro, Marielle Franco teria se tornado uma das principais opositoras desses interesses, o que teria motivado o crime com dois objetivos: eliminar resistência política e intimidar outros opositores.

O relator também mencionou que Rivaldo Barbosa assumiu o comando da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera do crime e teria interferido na condução das investigações, inclusive com tentativa de direcionar responsabilidades a terceiros.

Ao concluir a leitura do relatório, Moraes reiterou que, diante das provas apresentadas, os irmãos Brazão devem ser responsabilizados como mandantes do homicídio, com participação direta dos demais acusados.

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