Crédito: Reprodução Falta cerca de um mês para o encerramento dos trabalhos da comissão processante que analisa o caso envolvendo a vereadora Isa Marcondes (Republicanos), na Câmara Municipal de Dourados. O grupo é responsável por elaborar o relatório final que será levado ao plenário e poderá resultar, inclusive, na cassação do mandato.
A investigação apura o suposto uso indevido da Ceap (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar), recurso público destinado às atividades do cargo. A comissão foi instaurada no dia 23 de fevereiro, mesma data em que a denúncia apresentada por um morador foi aceita pelos vereadores.
A partir da próxima semana, terá início a fase de oitivas, com depoimentos de testemunhas e a possibilidade de manifestação da própria vereadora, que poderá apresentar sua defesa. Após essa etapa, o relator Cemar Arnal (PP) deverá concluir o documento final.
Além dele, integram a comissão os vereadores Márcio Pudim (PSDB), como presidente, e Ana Paula Benitez (Republicanos), como membro. Embora o relator seja responsável pelo parecer oficial, os demais integrantes podem apresentar relatórios divergentes, conforme prevê a legislação.
Caso isso ocorra, o relatório alternativo será votado primeiro em plenário. Na sequência, os vereadores analisam o relatório oficial, que dará a decisão final sobre o caso.
Para que haja eventual punição, são necessários pelo menos 14 votos favoráveis entre os 21 vereadores da Casa — sendo que a própria Isa Marcondes não participa da votação. Na sessão que aceitou a denúncia, dois parlamentares votaram contra a abertura do processo.
Nos bastidores, o cenário é de intensa movimentação política. Articulações, reuniões e interesses diversos aumentam a tensão na reta final do processo, que pode impactar diretamente o futuro político da vereadora.
Isa Marcondes foi a mais votada nas eleições de 2024 e desponta como possível candidata em disputas futuras. No entanto, uma eventual condenação pode torná-la inelegível, o que inviabilizaria novos projetos eleitorais.



