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Quarta, 21 de outubro de 2020

Em setembro Pantanal registra o maior número de focos de queimadas

Em comparação com 2019 teve um aumento de 109%

24 de Set 2020 - 11h:55 Créditos: Roberta Ferreira
Crédito: Divulgação

Foram 6.048 registros de focos de incêndios no Pantanal, é o maior desde o ano de 1998. Este número foi feito no dia 1° de setembro até ontem (23). No mês passado foram registrados 5.993.

Em comparação com o ano passado teve um aumento de 109%. Em setembro de 2019 os focos de queimadas era de 2.887, detectados em 30 dias.

"Setembro é o mês mais crítico – então, no ritmo que os incêndios vinham no Pantanal, não é de se estranhar que esse mês tenha batido recorde, ainda que faltem seis dias para o mês terminar", avalia o engenheiro florestal Vinícius Freitas Silgueiro, coordenador de inteligência territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), que monitora o Pantanal em Mato Grosso.

"Esse é o resultado dessa seca bastante intensa – e, principalmente, dos incêndios que estavam ativos que não foram combatidos com a eficiência necessária frente ao tamanho desse problema", afirma o engenheiro.

Este ano é um período histórico de estiagem, faz 47 anos que não se via uma seca tão grande. A chuva é a única melhoria da situação, os registros de chuvas ainda não é o suficiente para apagar o fogo.

Silgueiro avalia que ainda é cedo para avaliar o reflexo das chuvas na redução dos incêndios, embora a umidade contribua para que eles se espalhem de forma mais lenta.

"Estava um cenário sinistro aqui de fumaça, mas reduziu muito. Choveu bem, muito bem mesmo, no domingo, e mudou o tempo – ficou mais fresco e abaixou bem a fumaça que estava no ar. Certamente, os incêndios que estavam aqui deram uma controlada. Só que choveu bem mais [aqui] do que choveu na região do Pantanal", pondera Silgueiro, que mora em Alta Floresta, no norte de Mato Grosso (onde o bioma já é o da Amazônia).


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