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Quinta, 19 de fevereiro de 2026

Termômetro usado na testa ou no pulso pode ter diferença

No pulso pode aparecer a temperatura um pouco mais baixa

24 de set 2020 - 16h:42 Créditos: Roberta Ferreira
Crédito: Henrique Arakaki

Surgiu um boato de que utilizando o termômetro com sensor infravermelho nas pessoas pode causar câncer, caso for apontado na testa. Segundo a assessoria da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), essa dúvida apareceu por causa de uma particularidade do aparelho. Muitos ficaram se perguntando se deve usar o aparelho na testa ou no pulso.  

Ao ser apontado, o aparelho dispara uma luz de led, que ao olho nu parece uma espécie de laser. “Por conta disso, as pessoas passaram a acreditar que poderia ser emitido algum tipo de radiação ou algo assim, mas na verdade é ao contrário, o aparelho não emite nada, nem radiação, nem micro-ondas. Ele capta a energia (o calor) exalado pelo corpo e transforma em um valor numérico”, explicou a assessoria da secretaria.

Caso o fabricante não determine um local especifico para onde apontar o termômetro, “o local que recomendamos, com base nos livros, é a testa, pois no pulso pode apresentar alterações na temperatura”, informa a secretaria.

Quando o termômetro é apontado no pulso a temperatura poderá ser 0.8º abaixo da correta, ou seja, pode fazer com que uma pessoa que esteja com febre aparecer que sua condição está normal.  

“Se a norma de algum estabelecimento proíba que clientes ou frequentadores adentrem no local caso a aferição não ocorra na testa, o cliente pode ser barrado, até porque se trata de um local particular”, falou a Sesau.

Este aparelho não é encostado na testa e a distância pode variar de 1 a 5 centímetros. E não tem contaminação cruzada, pois não vai ter contato nenhum com a pele.  


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19 de fev 2026 - 17h:15

Na política, há obras que nascem duas vezes: a primeira no papel, a segunda na memória seletiva de quem tenta reivindicar a paternidade. Em Dourados, o CAPS AD entrou exatamente nessa disputa simbólica — e o prefeito Marçal Filho decidiu colocar os pingos nos is. Isso, depois da estocada verbal do deputado Geraldo Resende. O “outro lado” resolveu responder com dados, cronologia e articulação institucional. Não com bravata, mas com a narrativa de quem afirma ter ido além do discurso: ter ido a Brasília, ajustado contas e colocado dinheiro próprio na mesa. O deputado estadual Zé Teixeira foi enfático ao afirmar que a experiência acumulada por Marçal como deputado federal e estadual está fazendo diferença na atual gestão. “O Marçal conhece os caminhos que precisam ser percorridos para destravar obras, convênios e projetos”, resumiu. Em política pública, conhecer os caminhos é quase tão importante quanto ter o recurso. E, segundo os aliados do prefeito, foi exatamente isso que fez o CAPS sair da condição de promessa reincidente para obra concreta. Houve um momento, no passado, em que o município poderia ter executado o projeto e optou por não fazê-lo. Em 2023, o governo federal reincluiu o CAPS no PAC Saúde. Ainda assim, o risco de perder os valores rondou novamente a iniciativa por falta de andamento. Foi na atual gestão que, segundo a Prefeitura, a liberação foi garantida em definitivo — com um gesto político que diz muito: o município assumiu contrapartida superior à da própria União para assegurar a execução. Em números arredondados, trata-se de um investimento próximo de R$ 5 milhões, sendo pouco mais de R$ 2,3 milhões federais e cerca de R$ 2,5 milhões de recursos próprios. Não é detalhe contábil; é escolha administrativa. Marçal sustenta que a saúde é prioridade absoluta e que a aplicação de recursos municipais no CAPS só foi possível após ajustes fiscais e economia interna. Governar, diz ele, é definir onde apertar e onde investir. E, diante das limitações, a decisão foi concentrar esforços na rede pública. O CAPS AD III terá estrutura de aproximadamente 700 metros quadrados, erguida em uma área pública ampla no Jardim Novo Horizonte. A previsão é que a unidade esteja pronta ainda este ano. Mais que paredes e concreto, o que se constrói ali é um espaço de acolhimento permanente para casos de dependência química e transtornos graves — atendimento que, na prática, desafoga famílias e reduz reflexos na segurança pública. O vereador Márcio Pudim lembrou justamente disso: quem está na linha de frente sabe que a dependência química é drama diário nos bairros e também nos gabinetes. O CAPS, nesse cenário, deixa de ser apenas equipamento de saúde e passa a ser ferramenta social. Representando a Assembleia Legislativa, Zé Teixeira ampliou o foco e ressaltou que a obra atende Dourados e toda a região. Ele voltou a frisar que o projeto só saiu do papel porque houve articulação para garantir recursos federais e aplicação de verba própria — combinação que exige diálogo e trânsito político. Aliás, a palavra diálogo apareceu mais de uma vez. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que grandes obras só acontecem quando há harmonia entre Prefeitura, Câmara, bancada federal e governo estadual. Para ele, apenas quem convive com dependentes químicos ou pacientes com transtornos severos entende o drama da busca por atendimento adequado. O CAPS, disse, é acolhimento, é suporte especializado, é alívio para famílias inteiras. Barbosinha também elogiou a condução administrativa de Marçal Filho, enfatizando que transparência faz diferença na gestão pública e que sensibilidade social não é acessório — é obrigação. No discurso do prefeito, o CAPS não está isolado. Ele o conecta à nova UBS do Jardim dos Estados, à base do Samu e à futura policlínica municipal. Um pacote que, segundo a gestão, representa a retomada de investimentos após mais de uma década sem novas unidades de saúde na cidade. No fim, a disputa sobre “paternidade” talvez revele algo simples: na política, pai é quem cria. E criar, nesse caso, significa garantir recurso, assumir contrapartida, ajustar orçamento e iniciar a obra. Se ontem houve estocada, hoje houve resposta. E Marçal Filho preferiu responder com ordem de serviço assinada, canteiro montado e cronograma correndo. Porque, às vezes, pôr os pingos nos is é só isso: transformar promessa em parede erguida.

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