Duas mulheres foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta segunda-feira (23), suspeitas de aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, que consistia em dopar homens durante encontros e realizar roubos financeiros enquanto as vítimas estavam inconscientes.
As investigadas, Aline Rodrigues dos Santos e Vitória Fernandes Soares, ambas de 26 anos, são apontadas como responsáveis por um esquema que utilizava redes sociais e aplicativos de relacionamento para atrair vítimas. Após marcar encontros, geralmente em motéis, elas ofereciam bebidas adulteradas com medicamentos capazes de provocar sonolência e perda de reação.
Esquema envolvia acesso a celulares e contas bancárias
De acordo com a investigação conduzida pela 15ª Delegacia de Polícia, as suspeitas aproveitavam o estado de vulnerabilidade das vítimas para acessar celulares, aplicativos bancários e cartões, realizando transferências via Pix e compras em maquininhas vinculadas ao grupo.
Em um dos casos registrados em Ceilândia, um homem de 53 anos teve prejuízo de aproximadamente R$ 19,5 mil. Situações semelhantes também foram identificadas em outras localidades, incluindo Águas Lindas de Goiás.
Ameaças eram usadas para impedir denúncias
Segundo a polícia, além do golpe financeiro, as investigadas utilizavam intimidação psicológica para evitar que os crimes fossem denunciados. As vítimas eram ameaçadas com falsas acusações de estupro, sob alegação de que haveria material genético que poderia ser usado como prova.
O receio de exposição pública teria contribuído para que diversos casos não fossem comunicados às autoridades.
Materiais apreendidos e investigação em andamento
Durante o cumprimento dos mandados de busca, os policiais apreenderam medicamentos suspeitos e munições nas residências das acusadas. Vitória Fernandes Soares também responderá por posse ilegal de munição, além do crime de roubo circunstanciado.
As penas somadas podem ultrapassar 15 anos de prisão, caso haja condenação.
A PCDF divulgou imagens das suspeitas para incentivar possíveis vítimas a procurarem a polícia. A corporação acredita que o número de pessoas prejudicadas possa ser maior do que o já identificado no inquérito.



