Crédito: Renan Kubota O ex-prefeito Alcides Bernal afirmou ter agido em legítima defesa ao matar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na tarde desta terça-feira (24), em Campo Grande.
Versão da defesa
Segundo o advogado Oswaldo Meza, que acompanha Bernal, a entrada da vítima no imóvel teria ocorrido de forma irregular:
“Arrombaram a casa dele”, afirmou.
De acordo com a defesa, Mazzini foi até o local acompanhado de um chaveiro com a intenção de assumir a posse do imóvel sem ordem judicial, o que, segundo o advogado, caracterizaria uma invasão.
Em declaração ao jornalista Wendell Reis, Bernal também alegou ter sido surpreendido:
“Fui avisado. Estavam arrombando a porta da sala. Quando me viram, tentaram me agredir e tive que me defender.”
Contexto do imóvel
A residência onde ocorreu o crime havia sido leiloada em 2025 para pagamento de dívidas e foi arrematada por Mazzini, mas Bernal ainda residia no local.
O imóvel:
- possui 1.440 m² de terreno
- 678 m² de área construída
- foi avaliado em R$ 3,7 milhões
A vítima estava no local para entregar uma notificação extrajudicial de desocupação, que concedia prazo de 30 dias para saída voluntária — já vencido.
Crime e investigação
Durante o encontro, houve um desentendimento e Bernal efetuou dois disparos contra Mazzini, que morreu no quintal da casa, mesmo após a chegada de equipes de socorro.
Após o crime, o ex-prefeito se apresentou à polícia e foi encaminhado à delegacia, onde prestou depoimento.
O caso segue sob investigação e deve apurar:
- se houve legítima defesa
- as circunstâncias da entrada no imóvel
- a dinâmica do crime



