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Quarta, 15 de abril de 2026

Pesquisa aponta início precoce da vida sexual entre jovens em Mato Grosso do Sul

Levantamento também mostra uso de camisinha abaixo da média nacional.

25 de mar 2026 - 15h:48 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Ilustrativa

Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (25), por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024, revelou que 40% dos adolescentes entre 13 e 17 anos em Mato Grosso do Sul iniciaram a vida sexual até os 13 anos. O dado coloca o estado na 10ª posição no ranking nacional.

O índice é mais elevado entre os meninos, com 44%, enquanto entre as meninas o percentual é de 34%. Já em Campo Grande, os números são ligeiramente menores, com 33,8% dos jovens relatando início precoce.

Uso de preservativo preocupa

Além da antecipação da vida sexual, o levantamento chama atenção para o baixo uso de preservativos entre os adolescentes. Em Mato Grosso do Sul, apenas 53,6% dos jovens afirmaram ter utilizado camisinha na última relação sexual, índice abaixo da média nacional (57,2%) e da média regional (57,1%). Com isso, o estado ocupa a 22ª colocação nesse indicador.

Quando analisado o uso de preservativo na primeira relação sexual, o percentual sobe para 60,2%, colocando o estado na 18ª posição no ranking nacional. Nesse recorte, as meninas apresentam maior adesão (66,1%) em comparação aos meninos (56,3%).

Diferenças entre redes de ensino

A pesquisa também identificou diferenças significativas entre estudantes da rede pública e privada. Jovens da rede privada apresentaram maior índice de uso de preservativo na primeira relação sexual (66,1%), enquanto na rede pública o percentual foi de 59,7%.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul lidera o ranking de uso de preservativo na primeira relação, com 73%. Já o Ceará apresenta o menor índice, com 55,4%.

Alerta para políticas públicas

Os dados reforçam a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à educação sexual, prevenção e conscientização entre adolescentes. Especialistas apontam que a combinação entre início precoce da vida sexual e baixo uso de preservativos aumenta os riscos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e de gravidez não planejada.

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